Sabermídia











O ciclo de desenvolvimento de Apps e Games para iOS melhorou um bocado. Os custos abaixaram um pouco e o tempo de desenvolvimento também. Entretanto, um projeto para entrar na App Store passa por um bom crivo, ainda não é algo exatamente simples e barato, o pente fino é fino mesmo e a regra de controle não alivia para ninguém. Mas, às vezes…

 

Essa história fala sobre um stunt digno de nota dentro da Apple Store e os créditos (ou débitos) vão para os caboclos da Molleindustria, uma house Italiana que desenvolve games a partir de uma ideologia, digamos, curiosa e – como poderão ver – bem cascuda.

A filosofia dessa turma é assinada por uma mensagem que expressa claramente a meta por trás dos games que desenvolvem: “Jogos radicais contra a ditadura do entretenimento”. Ou simplesmente, se você preferir, “nós amamos easter eggs”.

Infelizmente, não deu para baixar o Phone Story para iOS, embora ele já esteja disponível para Android também. A peça foi arrancada às pressas da App Store apenas sete horas após ter sido aprovada, quando alguém notaria que a besteira já estava feita. E como diria um cumpadre, enquanto tapavam o buraco no casco, o DiCaprio já estava pegando a Rose.

O game é uma descarada anti-apologia ao iPhone, cujo enredo parte de nada mais nada menos que os suicídios envolvendo a FoxConn. É “um game educacional sobre o lado negro do seu smartphone preferido!”. Ouch!

As historietas do game se baseiam nas seguintes missões:

Coltan Mining – onde você deve obrigar mineradores a continuarem trabalhando com a ajuda de guardas armados;

 

Coltan

 

Suicides – sua missão é salvar quantos funcionários suicidas da FoxConn você puder,  à medida que eles vão saltando para a morte das janelas da fábrica;

Suicides

Obsolescence – sua meta é colocar o máximo de clientes enlouquecidos da Apple para dentro da loja no momento de mais um lançamento; e o

Obscolescence

eWaste – o objetivo é passar aos operários a maior quantidade de componentes eletrônicos para o descarte, em um ambiente altamente periculoso.

Ewaste

Em uma lujinha tão pouco conhecida quanto a App Store, sete horas podem significar um bocado de downloads. De qualquer forma, o aplicativo para Android, a página dedicada do game na rede e as inúmeras inserções na mídia renderam com certeza o êxito desejado com a missão canibal, suicida e também de protesto dos desenvolvedores.

Nas entre-linhas, subjaz um tipo de impacto duplamente embaraçoso para a Apple. Ao remover rapidamente o aplicativo da sua loja, ela já foi imediatamente re-taxada como controladora, censuradora e o diabo a quatro.

Se o deixasse por lá seria pior ainda, pois ela anuiria com o conteúdo do game em si, que explora todos aqueles assuntos que a Apple gastou imensas quantidades de energia em repelir.

Ou seja, duplo touché. Que maldade.

fonte:

http://meiobit.com/91577/phone-story-e-banido-da-app-store-em-apenas-7-horas-disponivel-para-android/

 



Debate, arte e informação: programação completa do fórum disponível no blog


Construída de forma participativa, a grade do evento divide-se em cinco frentes: Seminário Internacional CulturaDigital.br,
Experiências da Cultura Digital, Arena da Cultura Digital, Redes da Cultura Digital e Oficinas
A programação detalhada do II Fórum da Cultura Digital Brasileira, que acontece entre os dias 14 e 17 de novembro, na Cinemateca Brasileira, já está disponível para consulta no blog do evento (http://culturadigital.br/forum2010/), com informações e links sobre as experiências e os convidados.  A grade de atrações do fórum foi construída de forma participativa a partir de cinco atividades: Seminário Internacional CulturaDigital.br, Experiências da Cultura Digital, Arena da Cultura Digital, Redes da Cultura Digital, Deck e Oficinas. O evento é gratuito e as inscrições serão feitas no local.
Durante 17 dias, mais de 100 sugestões foram encaminhadas e incorporadas à programação. Além de seminários, debates e oficinas, o evento contará com música, exposições e intervenções artísticas. O show de abertura do fórum, que acontece no palco do Auditório Ibirapuera, na noite de 14 de novembro, será especial: FUTURÍVEL reunirá no mesmo palco Gilberto GilMacaco BongBanda de Pife Princesa do AgresteVJ Scan DJ Tudo e Sua Gente de Todo Lugar.
Entre os participantes confirmados para este ano estão John Perry Barlow, fundador da Electronic Frontier Foundation; Jean-Pierre Gorin, criador do influente grupo de cineastas Dziga Vertov; Bob Stein, diretor do Institute for the Future of the Book; e Vicent Moon,cineasta independente e criador do blog La Blogothèque.
Coordenado pela Casa de Cultura Digital e pelo Ministério da Cultura, o fórum é resultado de um processo permanente de discussões sobre os impactos das novas tecnologias na transformação da cultura e da democracia do país, realizada, principalmente, pelas redes participantes do CulturaDigital.br.

PROGRAMAÇÃO:

SEMINÁRIO INTERNACIONAL CULTURADIGITAL.BR

A sala BNDES da Cinemateca, com capacidade para 230 pessoas, será destinada aos seminários internacionais, que tem como objetivo discutir as muitas vertentes que compõem o mundo da cultura contemporânea. Intelectuais, artistas, ativistas, pesquisadores, gestores da Ásia, África, América Latina, Europa e Estados Unidos debaterão questões prementes ao mundo no contexto digital, como: Qual o papel do autor no contexto digital? O que é bom e ruim? Quem define? E a economia da criação? Quais novas alternativas de arranjos produtivo? Cultura Digital é internet? Há uma nova ecologia multimidiática? O que veio antes, o que vem depois?  Quais as perspectivas desse mundo em mutação?
Dia 15 de novembro – 2ª feira
14h às 16h Cultura Digital oito anos depois, dez anos a frente;
Palestrantes: John Perry Barlow (Eletronic Frontier Foundation) e Gilberto Gil (Músico)
Provocador: Cláudio Prado (Laboratório Brasileiro de Cultura Digital)
(16h – intervalo)
16h30 às 18h30 Os futuros do livro
Palestrantes: Bob Stein (Institute for the Future of The Book) e Heloisa Buarque de Hollanda (UFRJ)
Provocadora: Giselle Beiguelman (Instituto Sérgio Motta/PUC)
(18h30- intervalo)
19h às 21h Perspectivas criativas da Cultura Digital
Palestrantes: Vincent Moon (La Blogotheque)
Provocador: José Luis Herencia (Secretário de Políticas Culturais/Ministério da Cultura)
Dia 16 de novembro – 3ª feira
14h às 16h Cidadania Digital Global
Palestrantes: Hernani Dimantas (Laboratório de Inclusão Digital), Eddie Ávila (Rising Voices/ Jaqi Aru.org) e Douglas Namale (Voices of Kibera);
Provocador: José Murilo Jr. (Coordenador de Cultura Digital/Ministério da Cultura)
(16h – intervalo)
16h30 às 18h30 Economia Criativa em Contexto Digital
Palestrantes: Eduardo Nassar (CapDigital) e Reinaldo Pamponet (Eletrocooperativa/It´s Noon)
Provocador: Alfredo Manevy (Secretário Executivo/Ministério da Cultura)
(18h30- intervalo)
19 horas Jean Pierre Gorin (O futuro do cinema)
Apresentadora e debatedora: Jane de Almeida (Mackenzie e UCSD)
20h30 – Exibição de M/F Remix, de Gorin
Dia 17 de novembro – 4ª feira
14h às 16h Cultura Digital para além da internet: Remix e Transmídia
Palestrantes: Eduardo Navas (Remix Theory) e Maurício Motta (Os Alquimistas)
Provocador: Newton Cannito (Secretário do Audiovisual/Ministério da Cultura)
(16h – intervalo)
16h30 às 18h30 Laboratórios Experimentais e Cultura Digital
Palestrantes: Marcos Garcia (MediaLab Prado), Tapio Makela (Marin.cc)
Provocador: Felipe Fonseca
(18h30 – intervalo)
19h Perspectivas para a Cultura Digital (Encerramento)
Leitura da carta final do Fórum da Cultura Digital Brasileira
Carlos Magalhães (Cinemateca Brasileira)
Alfredo Manevy (Ministério da Cultura)
21 horas – Coquetel de Encerramento
EXPERIÊNCIA DE CULTURA DIGITAL
A Sala Petrobrás da Cinemateca, com capacidade para 108 pessoas, será o lugar para a apresentação de experiências em cultura digital e das pesquisas acadêmicas que recebemos na chamada pública. Como ambos, relatos de experiências e pesquisas, estão em grande número, resolvemos dividi-los por temas a fim de facilitar a organização e também a troca de idéias entre os participantes. Vale lembrar que toda a programação desta sala será transmitida ao vivo em streaming.
15 de novembro – 2ªfeira
10h às 11h: Experiências de educação e cultura digital
Laboratório Web de Comunicação (UFRJ) (Cristina Monteiro da Luz)
Centro Educacional Pioneiro: Débora Sebriam
SELIGA: Gilson Schwartz , Luiz Otávio de Santi e Marcia Maria de Moura Ribeiro
Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital: Vanessa Rodrigues
Projeto Folhas e o Livro Didático: Mary Lane Hutner
Pólo de Cultura Digital: Cristiane Costa
11h às 12h30: Apresentações de Pesquisas Acadêmicas
Interatividade Gestual Artistica (IGA) – José Fornari
Exploração do Universo Virtual e das Novas Estratégias Narrativas Abertas pelas Mídias Digitais: Cristiane Costa
Permeabilidade em Narrativas Transmídias: Vicente Gosciola
O projeto Ciberintervenção urbana interativa (ciurbi): Claudia Loch
Bauhalien – O Site Experimental: Daniel Graf de Oliveira
Formas e Imagens na Comunicação Contemporânea: Alfedo Suppia
Videopoesia – Análise e Produção: Cardes Monção Amâncio
Redes Sociais e Movimento Feminista – Estudo Exploratório a Partir de Comunidades do Orkut: Ronaldo Ferreira de Araujo
Jornalismo e cultura digital: um estudo de caso do The Pirate Bay na Folha de S. Paulo: Eliane Fronza
Cidade do Conhecimento: Moedas Criativas (Gilson Schwartz)
16h30 às 17h30: Experiências de Economia Criativa
Eletrocooperativa/ It’s noon: Reinaldo Pamponet
Futuro em Cena: Eduardo Nassar
Projeto Estrombo: Paula Martini
Toque no Brasil: Caio Tendolini e Silva
17h30 às 18h: Experiências africanas
Kubatana.net: Upenyu Makoni-Muchemwa (Zimbábue)
Voice of Kibera Douglas Namale (Kenya)
18h às 19h: Mesa: digitalização de acervos
Arquivo Público do Estado de SP: Haike Kleber da Silva
IPHAN/Funarte- Brasil Memória das Artes:  Ana Claudia Sousa
Moderador: Roberto Taddei
19h às 20h Projetos XPTA.LAB
20h às 21h Mesa sobre Teatralidade digital
Teatro para Alguém: Lucas Pretti
Phila 7
Revista Bacante
moderador: Rodolfo Araújo
16 de novembro – 3ª feira
9h às 10h: Mesa sobre dados abertos
10 às 11h: Experiências de jornalismo e colaboração
Mapa das Artes da Cidade Tiradentes: Luis Eduardo Tavares
Webdocumentário “Filhos do Temor”: Marcelo Bauer
Global Conflicts: Checkpoint: Gilson Schwartz
11h às 12h30: Apresentações de Pesquisas Acadêmicas
Direito Achado na Rede: Paulo Rená
Políticas de Autoria – Falhas enquanto Resistência: Ana Silvia Couto de Abreu
Políticas Culturais sobre Direito Autoral ou Revolução Caraíba Contemporânea: Helena Klang
Sociedade Informacional – um novo paradigma sócio-cultural: Mauricio N. Santos
Distúrbios da Era Informacional – conflitos entre a propriedade intelectual e a cultura livre: Luis Eduardo Tavares
Ferramentas de produção colaborativa na internet aplicadas à produção cultural e Mediação cultural em blogs de cultura urbana: Marcelo Santiago
Ações Coletivas com Mídias Livres – interpretação de seu programa político: Luiz Carlos Pinto
ContraCultura Digital: Thais Brito
Video Livre no Brasil: Andressa Viana
Colarte Digital – um mapa da arte digital colaborativa: Andre Stangl
14h30 às 16h: Experiências da Amazônia
Coletivo Puraqué: Marcelo Lobato e Paulo Emmanuel Cunha da Silva
Projeto Saúde e Alegria/ Rede Mocoronga: Paulo Lima
Feira Cultura Digital dos Bairros/ Pontão de cultura digital do Tapajós: Tarcísio Ferreira
Drumbeat Amazônia: Luciano Santabrigida
No2somos (Colombia)
16h às 17h: Experiências de ativismo e rede
Technology for Transparency/ Creative Commons: Renata Avila (Guatemala)
Rising Voices/ Jaqi-Aru.Org: Eddie Avila (Bolívia)
Global Voices: Diego Casaes
Walking Tools: Brett Stalbaum (EUA)
17 de novembro (quarta-feira)
9h às 10h: Experiências argentinas de cultura digital
La Vecinda
FMp3
FM La Tribu
Fabrica de Fallas
10h às 11h: Cinturão Digital do Ceará
11h às 12h30: Apresentações de Pesquisas Acadêmicas
Open Business: Oona Castro
Combate à Pirataria no Brasil: Olivia Bandeira
Conhecimento e Controle na Cadeia Produtiva da Indústria Fonográfica em Período Recente: Glauber Eduardo Gonçalves
Cidade do Conhecimento – Moedas Criativas: Gilson Schwartz
Redes Sociais Digitais e Sustentabilidade: Massimo de Felice
Audiosfera – Uma Década Hackeando a Indústria do Disco: Messias Bandeira
Cultura digital – um desafio para as políticas públicas no Brasil: Taiane Fernandes
14h às 15h30 Mesa sobre arte digital:
Arte do Cibridismo: Thiago Carrapatoso
Arte. Mov: Lucas Bambozzi
Laboca: Jarbas Jacome
Ressaca.net: Bruno Vianna
15h30 às 16h30 Experiências audiovisuais
Produção Cultural no Brasil: Georgia Nicolau
Mexe Mexe Tupi: Bruna Rafaella Ferrer
Pontão Digital Avenida Brasil/ Casa Curta-SE: Rosangela Rocha e Ricardo Ruiz
16h30
Núcleo de Cultura Digital para o Estado do Rio de Janeiro: Adriano Belisário
Bailux: Régis
Redes da Cultura Digital – A Experiência da UFSCar: Ricardo Rodrigues
Lixo Eletrônico.Org: Felipe Andueza
Rede Brasil de Bibliotecas Comunitárias: Abraão Antunes da Silva
ARENA DA CULTURA DIGITAL
Arena da Cultura Digital é um espaço (com cerca de quarenta lugares, no foyer da sala BNDES da Cinemateca) destinado a abrigar as discussões quentes da conjuntura nacional e global. Nela, irão ocorrer debates propostos por organizações da sociedade civil e do governo. Um anfiteatro grego que irá abrigar apenas o coro dos (des)contentes.
Dia 15 de novembro
10h às 13h – Governança da Internet
14h às 17h – Compartilhamento e remuneração do autor em contexto digital
17h30 às 20H30 – Festivais de Música e Cultura Digital
Dia 16 de novembro
10h às 13h – Lan House e Cultura Digital: Como legalizar sem matar
14h às 18h – Marco Civil da Internet e Cibercrimes
18h30 às 21h – Liberdade de Expressão em Contexto Digital
Dia 17 de novembro
13h às 16h – Banda Larga e Cultura Digital
16h às 18h – Televisão e Novas Tecnologias
REDES DA CULTURA DIGITAL
A área destinada a Redes da Cultura Digital será a tenda de circo, com capacidade de cem lugares, localizada no Foyer da Sala BNDES da Cinemateca. Oespaço será ocupado por encontros de diferentes grupos que se articulam em torno do CulturaDigital.br. São atividades auto-geridas pelos seus proponentes e abertas ao público que queira conhecer melhor esses grupos.
Dia 15 de novembro
10h às 13h – Newscamp (desconferência sobre jornalismo e colaboração)
Alguns nomes confirmados: André Deak (Casa da Cultura Digital), Ceila Santos (Desabafo de Mãe), Antônio Martins (Ciranda da Informação Independente), Sérgio Gomes (Projetos Especiais Oboré)
14h às 18h – Redelabs (encontro sobre cultura digital experimental)
Alguns nomes confirmados: Felipe Fonseca (RedeLabs), Marcos Garcia (Medialab-Prado), Tapio Makela (Translocal.net), Ricardo Brazileiro, Lucas Bambozzi
18h30 às 21h – Encontro de Servidores Livres
Alguns nomes confirmados: Leo Germani (HackLab), Lincoln de Sousa (Minc), Billy Blay Costa (ITeia), Fabianne Balvedi (Estúdio Livre)
Dia 16 de novembro
10h – 13h – PCult: encontro do Partido da Cultura
Alguns nomes confirmados: Talles Lopes (Abrafin), Pablo Capilé (Circuito Fora do Eixo), Claudio Prado (Casa da Cultura Digital), Rodrigo Savazoni (Casa da Cultura Digital), Felipe Altenfelder (Massa Coletiva), Georgia Nicolau (
Produçãocultural.Org.Br)
14h – 18h – Newscamp (Jornalismo Colaborativo: passado, presente e futuro)
Alguns nomes confirmados: Ana Brambilla (Terra), Rafael Sbarai (Veja), Diego Casaes (Global Voices)
18h30 – 21h – Educação e Cultura Digital
Alguns nomes confirmados: Jader Gama (Puraqué), Paulo Lima (Saúde e Alegria), Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital, Bianca Santanna (REA)
Dia 17 de novembro
9h – 11h – REA Camp
13h – 15h – Circuito Fora do Eixo
Alguns nomes confirmados: Pablo Capilé, Talles Lopes, Daniele Lima, Caio Marques Mota, Leonardo Palma
15h – 18h – Encontro das Casas Associadas
OFICINAS
Com capacidade para 250 pessoas, Tenda no Gramado, as oficinas serão auto-gestionadas e cobrirão uma gama de assuntos, desde fotografia e música até uma abordagem prática sobre dados abertos.
Atividades permanentes
- Transparência Hack Day
- Hackerspace
- Cobertura Colaborativa
- Install Fest
- Mutirão de licenciamento livre
Oficinas
15 de novembro
10h às 12h – Dados Abertos – o maravilhoso mundo do screen-scraping: Pedro Belasco
12h às 16h – Atari Punk Console: la tribu
16h às 18h – Walking tools: Brett Staulbam
18h às 22h – Circuit Bending: Daniel Llermaly
16 de novembro
10 às 12h – Construção de Câmaras Digitais Artesanais com Sucata de Scanners: Guilherme Maranhão
14h às 16h – Mapas Cognitivos- cultura digital: Alissa Gottfried
16h às 18h – Walking tools: Brett Staulbam
18h às 21h – Animação 2D com software livre:  Paulo Emmanuel Cunha da Silva
17 de novembro
10h às 12h – FFGinga: Juba
13h às 18h30 – Construção de pedais sonoros:  Eric dos Santos Barbosa
SERVIÇO
II FÓRUM DA CULTURA DIGITAL BRASILEIRA
Data: 15 a 17 de novembro
Entrada gratuita
Local
: Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino)
Outras informaçõeshttp://culturadigital.br/forum2010/


por Rogério Santana Lourenço

Imagem do Paradoxo Boyle

“A democratização pode sempre ser medida por esse critério essencial: a participação e o acesso ao arquivo, sua constituição e interpretação”
Jaques Derrida, o Mal do Arquivo.”

O Brasil é um paradoxo. Por uma série de motivos e razões, teve sua história permeada por fatos que constituíram sua população como uma das mais receptivas do planeta. Ao mesmo tempo, essa história é contada por distâncias, afastamentos, silenciamentos, violência e ignorância. O papel do Estado, ainda não tão bem compreendido quanto o papel do Governo, tem grande responsabilidade nessa contradição. Estamos aprendendo o que é governo, mas penso que há ainda um longo caminho para compreendermos o que é Estado. Ao longo de tempos diferentes, os Estado brasileiro têm sistematicamente ignorado grande parte de imensos problemas que nos constituem como país. A reforma agrária, o monopólio das comunicações, o analfabetismo ou o trabalho escravizado são alguns. Outros, como os direitos do povo indígenas, ou quilombolas, o acesso à educação fundamental, estão sendo tratados.

São muitos os problemas, e muitas as soluções, e isso, o número de soluções, é em si, um novo problema , quando não se articulam os esforços para solucioná-los. Ocorre que uma discussão muito importante para nossa identidade, é o papel de suas instituições. As instituições podem ser de diversos tipo, governamentais, não governamentais, particulares ou públicas, com ou sem fins lucrativos. Em todas essas possibilidades, estamos falando de pessoas coletivamente organizadas.

Desde Novembro de 2009, o Fórum da Cultura Digital Brasileira, deu iniciativa a 226 formas de possibilidades. Algumas mais concretas que outras, mas todas possíveis.  Estamos num momento onde a pletora de ações dissolve o rumo das coisas. Assim, um paradoxo, outro, se coloca: a quantidade de frentes que a cultura digital abre tem se tornado tão ampla quanto a agenda abaixo:

  1. Digitalização de Acervos
  2. Laboratórios de criação artística e tecnológica
  3. Direitos Autorias
  4. Plano Nacional de Banda Larga
  5. Televisão Digital
  6. Mídia Livre
  7. Culturas Tradicionais
  8. Liberdade Religiosa
  9. Liberdade de Gênero
  10. Educação Livre
  11. Software Livre

Para fins de comodidade, mas não de importância, o item Digitalização de Acervos, assunto primário desse blog, vem como primeiro. Ocorre que só deste, foram elencados 12 itens, no início do ano, como desejáveis, e que de fato, tiveram, ainda que não muito visíveis ou publicizados, seus desdobramentos. Certamente não foram incluídas nessa lista aspectos fundamentais. Acima estão as que são mais visíveis, desta perspectiva que aqui escreve.

O Filósofo Jacques Derrida, disse uma vez que o acesso ao acúmulo de informação social, seus arquivos, são um índice do quanto essa sociedade compartilha seus valores, os materiais e os morais. A lista acima é um exemplo de uma sociedade nascente na América Latina movendo-se rumo a seu devir. Isso, o devir, é agora o que nos faz móveis, e o movimento é não linear. Essa possibilidade, que o digital tem, permite que os arquivos que estão sendo pensados, as televisões, as produções, enfim, a cultura, seja, ou lute para ser, um pouco mais livre. É complexo, muito complexo, talvez seja o tal efeito das redes…muito descentralizado, mas com pouca direção… O que, talvez não seja nem bom nem mal, se soubermos lidar com o outro nome do complexo: a diferença.

O que antes parecia impossível, lidar com a diferença de milhões ao mesmo tempo, argumento utilizado por muitos, hoje em dia não se sustenta. Um exemplo disso é o projeto Metavid, cujos autores, além de fornecerem inspiração para este post (com a frase de abertura) deram um exemplo concreto do que pode ser feito com XML, vontade política e participação coletiva. O Metavid funciona como uma espécie de observatório dos representantes do povo dos Estados Unidos, na medida que disponibiliza as transcrições das sessões realizadas e gravadas pelo canal CSPAN, uma televisão privada, mas que tem uma missão pública. Algo que ainda estamos aprendendo como equacionar à nossa maneira, por aqui.

Seriam muitos, muitos os exemplos de pequenas coisas que não têm tanta visibilidade, mas que estão em curso. Pelo contrário, há, de vez em quando, grandes anúncios, que tenham menor impacto sobre as pessoas. O tempo dirá.

Post publicado em http://culturadigital.br/acervodigital/2010/08/06/o-mal-do-arquivo-derrida-e-a-cultura-digital-brasileira/



{outubro 5, 2010}   web web 2.0 web 3.0 wii youtube

HTML de 1 à 5

Acompanhe a evolução da linguagem HTML, desde os seus antecedentes passando pelas versões 1 à 5 intercaladas pelo XHTML

:-)

1980

Os principios fundamentais do HTML nasceram a partir de um primitivo modelo de hipertexto conhecido como ENQUIRE, escrito em linguagem PASCAL, no
CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire – Organização Européia para a Pesquisa Nuclear ) através das pesquisas de Tim Berners-Lee que na época trabalhava na divisão de computaçao da instituição.

1990

Com o auxílio de Robert Cailliau, Tim Berners-Lee constrói o primeiro navegador / editor, chamado então de WorldWideWeb, e cria o protocolo HTTP (Hypertext Transference Protocol – Protocolo de Tranferência de Hipertexto) para distribuir conteúdo na rede.

O HTTP era alimentado com uma nova linguagem de marcação, o HTML – baseado no SGML (Standard Generalized Mark-up Language ), uma linguagem amplamente aceita para a estruturação de documentos e da qual o HTML herdou as tags de título, cabeçalho e parágrafo. A grande novidade era a marcação A com o elemento HREF que permitia a ligação ( link ) entre vários documentos.

Um dos mais antigos documento HTML (1990) explicando a tag A está disponível em :

http://www.w3.org/History/19921103-hypertext/hypertext/WWW/Link.html

1992

O programador Marc Andreessen, que logo fundaria Netscape, inicia o projeto de seu próprio navegador : O Mosaic. Em dezembro de 1992, Andreessen que agora participa de uma lista de discussão mundial (WWW-talk ) para difundir as propostas de Lee sobre o HTML, propõe a implementação de uma tag para imagens, a tag IMG.

1993

Em 1993, um documento chamado “Hypertext Markup Language” foi publicada pela IETF(Internet Engineering Task Force). Neste mesmo ano o navegador Mosaic foi lançado, permitindo a exibição de imagens, listas e formulários.

1994

É realizada em Genebra a primeira conferência mundial sobre web, a World Wide Web Conference, da qual surge a especificação HTML 2.0. Marc Andreessen e Jim Clark fundam a Netscape Communications apontando para o nascimento do primeito navegador de alcance global. No final de 1994 é criado o W3C (World Wide Web Consortium – Consórcio World Wide Web) para coordenar o desenvolvimento de padrões abertos para a web.

1995

O HTML 2.0 é oficialmente publicado. Em paralelo, Dave Raggett publica um primeiro rascunho do HTML 3.0, incluindo tabelas e suporte para folhas de estilo. A Microsoft apresenta seu navegador, o Internet Explorer, para concorrer com o Netscape. Começa a “Guerra dos Browsers”

1996

O W3C cria um novo grupo, o o HTML Editorial Review Board, com o objetivo de padronizar o desenvolvimento de padões para a web, pois Netscape e Microsoft divergem sobre uma série de questões. A tag OBJECT aparece neste ano e W3C começa o desenvolvimento de uma nova versão da linguagem HTML chamada Cougar. Ela seria o embrião do HTML 4

1997

O W3C atualiza, agora oficialmente, o HTML 2.0 para a versão HTML 3.2, que incluia tabelas e applets Java. Neste mesmo ano, em dezembro, a especificação 4.0 do HTML foi publicada como uma recomendação do W3C, incorporando o uso de folha estilos ( CSS )

1999

Em dezembro é publicado o HTML 4.01 buscando a compatibilidade com as versões anteriores através de 3 implementações : strict (estrita) – na qual os elementos obsoletos ficam proibidos, transitional (transitória) – na qual são permitidos alguns elementos obsoletos, e frameset para sites com frames. Seu reinado seria longo.

2000

O XHTML 1.0 é publicado em janeiro de 2000, apoiado no XML, faz uso de uma sintaxe mais rigorosa e fortalece a divisão entre camada de conteúdo e camada de apresentação

2001

Em maio de 2001 a especificação XHTML 1.1 é lançada oferecendo recursos de modularização.

2002

Entre os anos 2002 e 2006, o W3C apresenta 8 rascunhos do XHTML 2.0 estruturados de modo não compatível nem com XHTML 1.0 nem com HTML 4.0, fato que causou polêmica entres desenvolvedores e fabricantes.

2004

Os desenvolvedores das empresas Opera e Mozilla mostram-se insatisfeitos com o caminho proposto pelo W3C em relação ao fututo da web com a especificação do XHTML 2.0 e, juntamente com a Apple, formam o WHATWG ( Web Hypertext Application Technology Working Group) que em breve seria integrado também pelo Google.

2006

A atuação do WHATWG é reconhecida pelo W3C, que até então caminhavam separadamente. Tim Berners-Lee anuncia que trabalhará em parceria com o WHATWG.

2007

Apple, Mozilla e Opera solicitam que o W3C reconheça e aprove oficialmente o trabalho desenvovido pelo WHATWG com o nome de HTML 5.

2008

O HTML 5 é publicado como um projeto de trabalho (Working Draft) pelo W3C.

2009

O grupo de desenvolvimento responsável pelo XHTML 2.0 é encerrado.

2010

W3C  Oferece cursos de html5 do qual participa a Editora Educadora Ecoaecoa

link dos conteúdos do curso:

http://www.w3c.br/cursos/html5/conteudo/


Referências :



Florian Schnider

Trad. Paulo José Lara

Revisão Alissa Gottfried

Ultimamente a crescente popularidade das licenças Creative Commons tem sido acompanhadas por uma leva crescente de crítica. As objeções são substanciais e se reduzem aos seguintes pontos: as licenças creative commons são fragmentadas, não definem um mínimo padrão comum de liberdade e direitos garantidos a usuários ou mesmo falham em satisfazer os critérios das licenças livres como um todo, e diferentemente dos movimentos de Software Livre/Open Source, seguem uma filosofia de reservar direitos autorais dos detentores ao invés de oferecê-los a audiência. Ainda assim seria simples demais culpar somente a organização Creative Commons por estas questões. Tendo falhado em impôr sua própria agenda e competentemente anunciar o que querem, artistas, críticos e ativistas detêm sua parte na confusão.

Em seu texto “Por um padrão da Liberdade: Creative Commons e o movimento do Software Livre”, o ativista de Software Livre Benjamin Mako Hill analisa que “apesar de o CC declarar o desejo de aprender “com” e construir sobre o exemplo do movimento de software livre, CC não estabelece limites definidos e não promete liberdades, direitos nem qualidades fixas. O sucesso do Software Livre é construído sobre uma posição ética. O CC não estabelece tais padrões”. Em outras palavras, as licenças creative commons faltam um código ético sublinhado, constituição politica ou manifesto filosófico tal como a “Definição de Software Livre” da Free Software Foundation ou o “Contrato Social” do Debian ou ainda a “Open Source Definition” da Iniciativa para a fonte aberta. Derivados uns dos outros, todos os três documentos definem free e open source software como programas de computadores que podem ser livremente copiados, usados para qualquer propósito, estudados e modificados em nível de seu código fonte e distribuídos de forma modificada. As licenças concretas de Software livre, como a GNU General Public License, a licença BSD e a Perl Artistic License (GPL) não são fins em si próprias, mas somente expressam implementações individuais daquelas constituições em termos legais; elas traduzem políticas em plataformas (planos, prudencia, apólice, termos de ações????)

Tais políticas são ausentes do Creative Commons. Como aponta Mako Hill, as licenças CC “não comerciais” proíbem o uso para qualquer propósito, as “não derivativas” proíbem a modificação, e a “sampling license” e a “Developing Nation License” até mesmo desaprovam cópias literais (textuais). Como resultado, nenhum dos direitos do usuário garantidos por software livre/Open Source estão asseguradas pelo simples fato de que um trabalho foi lançado sob uma licença Creative Commons. Dizer que algo está disponível sob uma licença CC não significa nada na prática. O simbolo do CC não somente parece um logotipo da moda, como não e nada além de mais um. Richard Stallman, fundador do projeto GNU e autor da definição do Software livre, acha que “tudo o que estas licenças tem em comum é um rótulo, mas as pessoas regularmente tomam equivocadamente este rótulo comum por algo substancial”. Contudo alguma substância programática ainda que vaga está expressada no mote do CC: “Alguns direitos reservados”. Além de ser, cito Mako Hill, “relativamente oco pra dizer” este slogan de fato reverte a filosofia do Software Livre / Open Source de reservar direitos a usuários, e não detentores de direitos autorais, no sentido de permitir aos primeiros que se tornem, ele mesmos, produtores.

Enquanto Mako Hill aceita ao menos algumas das licenas CC, como a ShareAlike, sob a qual seu texto está disponível, Stallman acha uma “auto-desilusão tentar apoiar somente algumas das licenças Creative Commons, pois as pessoas abarcam-as juntamente; eles irão interpretar erroneamente qualquer apoio à algumas enquanto um manto (cobertura, véu) de apoio a todas.” De acordo com um post em seu blog, Stallman “insistiu aos líderes do Creative Commons privadamente a mudarem suas políticas, porém eles declinaram, então tivemos que separar nossos caminhos” O projeto Debian até considera todas as licenças CC “não-livre” e recomendou, em 2004, que “autores que desejam criar trabalhos compatíveis com as linhas gerais do Software livre Debian não devem utilizar nenhuma das licenças da suíte Creative Commons” majoritariamente porque suas cláusulas de atribuições limitam modificações em função das restrições da marca registrada Creative Commons e contraditóriamente citaram as provisões anti-DRM (Gerenciamento de direitos digitais, em inglês) que poderiam ser interpretadas como proibitivas a distribuição sobre qualquer canal criptografado, incluso por exemplo e-mail codificado por PGP e servidores de proxi anonimos.

Em qualquer instância que possa-se adotar, o nome Creative Commons é confundido pois não cria de maneira alguma um “commons”. Uma imagem lançada, por exemplo, sob a licença de atribuição Share-Alike não pode ser legalmente integrada a um vídeo lançado sob a licença de atribuição “Não Comercial”, um áudio publicado sob a “licença Sampling “ não pode ser usado em sua trilha sonora. Tais termos incompatíveis de licença colocam o que deveria ser “conteúdo livre” ou “livre informação” de volta ao ponto de partida, o que significa, as restrições padrão duras do copyright – dificilmente aquilo que Lawrence Lessig, fundador do Creative Commons, poderia ter querido dizer com “cultura livre” e “cultura leitura escrita (read-write)” em oposição a “cultura somente leitura”. Em seu blog, no post “Creative Commons está corrompido (falido, quebrado)”, Alex Bosworth, gerenciados de programa na empresa open –source SourceLabs, aponta que “de oito milhões de fotos” postados sob uma licença CC no Flickr.com “menos de um quinto permitem livres alterações no conteúdo sob termos similares a uma licença open source. Mais do que um terço não permitem modificações nenhuma.” O “problema principal sobre o Creative Commons”, ele escreve, “é que a maioria do conteúdo creative commons não é de maneira alguma reutilizável.”

Enquanto esses problema podem ao menos hipoteticamente serem resolvidos através de melhorias nos textos das licenças CC – com cláusulas de compatibilidade das licenças no viés da GNU GPL versão 3 como um modelo possível – , existem assuntos de maior alcance no nível de políticas em oposição a meramente plataformas. Na auto definição do CC na qual “nossas licenças lhe ajudam a manter seu direito autoral ao mesmo tempo em que convidam a alguns usos em seu trabalho – um direito autoral de `alguns direitos reservados`” traduz no que o desenvolvedor de software e neoísta Dmytri Kleiner coloca como o seguinte: “o Creative Commons, pode ajudar `você` (o ‘produtor’) a manter controle sobre ‘seu’ trabalho.” Kleiner conclui que “o direito do ‘consumidor’ não é mencionado, nem ao menos a divisão entre ‘produtor e consumidor’ e colocada em disputa. Os ‘bens’ Criativos e portanto um anti-bens, servindo por legitimar mais do que negar, o controle do produtor e servindo para enforcar mais do que se livrar de, a distinção entre produtor e consumidor”. Citando o exemplo de Lessig do disco “Grey Album” do DJ Dangermouse e o “Jesus Cristo: o musical de Javier Prato – projetos bombardeados pelos detentores legais das músicas usadas na produção dos trabalhos” – Kleiner agudamente observa que “ os representantes legais dos Beatles e Gloria Gaynor poderiam facilmente terem usado as licenças Creative Commons para reforçar seu controle sobre o uso de seus trabalhos”.

A distinção entre “consumidores” e “produtores” não poderia ser mais escrachadamente declarada do que na home page do CC. Ela mostra, em seu topo, dois grandes campos clicáveis, um de nome “ACHE musica, fotos e mais”, e o outro “PUBLIQUE suas coisas, seguramente e legalmente”, o primeiro com uma seta para baixo, o último com uma seta para cima em seus logos. As letras pequenas não são menos notáveis que as maiúsculas. A primeira vista, os advérbios “seguramente e legalmente” soam atípicos e como material para um futuro museu de história cultural do pós-Napster e pós-paranóia do 11 de setembro. Mas acima de tudo, elas nomeiam e perpetuam a incompreensão que os artistas parecem ter do Creative Commons: Licenças livres, não foram feitas para ser, e não são, uma segurança confiável contra ser processado pelo uso de material de terceiros ou marcas registradas. Quem quer que espere ganhar isso a partir da disponibilização de seu trabalho sob Creative Commons, está completamente enganado.

Artistas estão desesperadamente buscando uma solução para um problema que, no limite resulte de seus próprios esforços para redefinir arte. Quando a arte ganhou, na cultura ocidental ao menos, um status autônomo, artistas estavam – em um nível moderado – isentos de uma série de normas legais. Kurt Schwitters não foi processado por colar o logo do Commerzbank alemão em sua pintura “Merz” que clamava sua arte4 “Merz”. Nem Andy Warhol recebeu uma intimação por usar o logo da Coca Cola e a marca registrada da Campbell. Enquanto estes símbolos permanecerem dentro do mundo da arte, eles não levantam olhares corporativos. Artistas experimentais abraçaram a internet somente por que lidava com a separação dos cubos brancos (galerias tradicionais de arte) – nas quais logos e marcas registradas estavam seguras de serem misturadas com as originais – e o mundo lá fora. Principalmente graças a Internet, simulações artísticas de entidades corporativas foram criveis pela primeira vez. O Yes Men pode posar como a Organização Mundial do Comércio e ser convidado para o fórum econômico mundial como seus representantes, 0100101110101101.org pode taticamente se disfarçar como a empresa Nike. Simulações artísticas mais antigas como o “Ingold Airlines” de Ras Ingold não foram somente transparente e atrapalhadas em comparação, mas também numa base mais segura de um sistema de arte com pouca ou nenhuma interferência de advogados de empresas. Mas desde a World Wide Web, o compartilhamento de arquivos, programas de computadores autorados baratos ou de graça, derrubaram os muros entre práticas artísticas e não artísticas, produtores e consumidores, ex consumidores foram tomados como produtores confiáveis, e a produção artística se tornou assunto para as normas do mundo não-artístico, como óbvio nas investigações do FBI sobre Steve Kurtz e ubermorgen.com por bioterrorismo, respectivamente interferiram nas eleições presidenciais dos EUA.

Anteriores críticas artísticas à posse corporativa e intelectual foram muito menos eficázes mesmo quando eram programaticamente mais radicais. Entre 1988 e 1989, uma série contracultural de “Festivais de Plagiarismo”, organizadas por Stewart Home, Graham Harwood e outros, conflitados com grandes lacunas entre uma retórica anticopyright radical e uma prática artística limitada majoritariamente a obras de arte fotocopiadas {mail ?} John Berndt, um participante do Festival de plagiarismo de Londres, deixa a impressão de que “uma crítica repetitiva a ‘detenção’ e ‘originalidade’ na cultura foi justaposta com eventos coletivos, nos quais a maioria dos participantes [...] simplesmente gostariam de ter expostos suas ‘estéticas’ e vagamente políticas obras de arte, fazendo das tentativas dos parceiros Neoístas, uma conveniência conclui que “festivais de reciclagem poderiam ter tido uma descrição mais apurada” para os eventos: “Em virtude de chamar o ato de recusar e modificar material previamente existente (nem sempre com a intenção de críticas o dito material) ‘plagiarismo’ a aparência de ser radical poderia ser dado as pessoas a quem o trabalho facilitou {direcionou} o ensino nas escolas de arte.

Hoje, brechas e mal-entendidos similares existem entre ativistas do copyleft e artistas que somente buscam legitimar seu uso de material de terceiros. Quando Lawrence Lessig caracteriza o Creative Commons como de “uso justo – mais: uma promessa de que qualquer liberdade dada estaria sempre somando com as liberdades garantidas por lei,” isso e tecnicamente correto, mas no entanto, equivocadamente tomado, especialmente por pessoas que não são especialistas legais. Colocar um trabalho sobre uma licença Creative Commons – ou mesmo uma desambiguamente licença livre GNU ou BSD – significa mais ganhar {receber} ao invés de obter {adquirir} usos somado ao padrão de uso justo. O Creative Commons não resolve de maneira alguma o problema de como não ser processado pela Coca Cola ou pela Campbell’s. Material com direito autoral não livre não pode ser livremente incorporado pelo trabalho de alguém não importando que tipo de licença se escolha. Ainda pior, o oposto e verdadeiro: detentores de copyright tendem mais a categoricamente recusar clareza por qualquer coisa que será posta em livre circulação pois a licença do trabalho incorporado ao deles iria efetivamente relicenciar o último. Se, por exemplo, a empresa Corbis permitisse a fotografia de Einstein com a língua de fora – a qual ela detêm os direitos – de ser reproduzida num livro livremente licenciado, liberaria a foto também para o uso de qualquer um. Já que isso não pode ser esperado da empresa que Bill Gates e dono, licenciamento livre frequentemente restringe mais do que expande a possibilidade de usar material de terceiros.

Este exemplo revela uma diferença crucial entre desenvolvimento de software e prática artística: Programação pode se sustentar, biblioteca auto-construída de trabalho reutilizável, arte dificilmente o faria. O copyleft do GNU trabalha com a premissa que modificações são também contribuições. Se, por exemplo, uma empresa como a IBM decide modificar o kernel Linux para rodar em seus servidores, a licença GNU a força a retornar o código adicionado para a comunidade de desenvolvedores. E quanto mais código estiver disponível como software livre, maior e o incentivo para outros a simplesmente construírem em uma biblioteca de código livre já existente e retornar as mudanças ao invés de construir um novo programa do zero. Isso explica porque mesmo para empresas de computação, o desenvolvimento de software livre pode fazer mais sentido economicamente do quê o modelo comercial de fonte fechada. Além do mais, o desenvolvimento de software livre lucra da diferença entre código fonte e aparência perceptível que não tem um equivalente exato na maioria do universo artístico: programas podem ser escritos para parecerem e se comportarem similarmente ou identicamente seus pares proprietários desde que não usem código proprietário e não infrinjam as patentes e marcas registradas. Desta maneira, o unix da AT&T’s pode ser rescrito como BSD e GNU/Linux, e o Microsoft Office pode ser clonado como OpenOffice. Mesmo as patentes que poderiam estragar essa troca não são tão internacionalmente universais e nem tampouco duradoras como os direitos autorais. Em outras palavras, o desenvolvimento do Software Livre pode ser uma “arte da apropriação” sem infringir o direito autoral.

O mesmo não e possível para a maioria dos artistas, no entanto. Faz pouco sentido para eles restringirem seus usos a material os quais o direito autoral ou expirou ou foi lançado sob termos suficientemente livres. O logotipo da Coca Cola não pode ser clonada como um logotipo copyleft “FreeCola”, e não teria sentido para o Yes Men posar como um OMC-Aberta o para o for 0100101110101101.org terem corrido como GNUke ao invés de Nike. Mesmo se uma colagem inocente, samplers e citações se tornam arriscadas da paranóia do direito autoral da mídia da Internet industrial e inteiros modelos de negócios baseados em intimações e processos legais, este e um assunto político sobre uso justo, não de licenças livres. No pior dos casos, licenças livres, todas as mais simpáticas e pseudo-livres como o Creative Commons, poderiam ser usadas para legitimar novas restrições da legislação do uso justo, ou mesmo sua inteira abolição, com o álibi que a assim chamado ecossistema, ou gueto, dos mais ou menos livremente licenciados trabalhos provem uso justo suficiente para aqueles que se importam.

Não e difícil bater no Creative Commons por ser uma organização tocada com pouco entendimento das artes, e nem mesmo um bom entendimento da filosofia do Software livre e do código aberto. De outro lado, os próprios artistas falharam em clamar eles mesmos pelo quê queriam. As exceções são poucas e um tanto marginais: a filosofia e política anti-copyright de Lautreamont, Woody Guthrie (quem, segundo Dmytro Kleiner, lançava seus songbooks com a licença na qual “qualquer um que for pego cantando-as sem nossa permissão, será um poderoso bom amigo nosso, porque nós não damos a mínima. Publique. Escreva. Cante. Dance. Grite.”), Letristas, Situacionistas, Neoistas, músicos Plunderfônicos e alguns artistas de internet incluso o coletivo frances artlibre.org, de quem a “licença de Arte Livre” processasse o Creative Commons em dois anos.

Um time de advogados cujo trabalho consiste em criar, como aponta Bosworth, “templates legais de baixo custo”, a organização Creative Commons simplesmente ouviu a todo tipo de artista e ativista, tentando fazer justiça a diversas e por vezes contraditórias necessidades e expectativas, com licenças “desenhadas para as escolhas de artistas” (Mako Hill) ao invés de priorizar o uso livre e o re-uso da informação. Em contrário, Software Livre e Fonte aberta são, como qualquer esforço de direito humano ou civil, universalistas em sua gênese, com princípios que não são nem negociáveis, nem podem ser culturalmente relativizados.

Se é para culpar alguém pelo fato de que artistas, ativistas políticos e acadêmicos das humanidades tem largamente falhado em reconhecer aqueles testamentos, seria então  Eric S Raymondm fundador da “Open Source Initiative” (http://www.opensource.org), o grupo que cunhou o tempo “Fonte Aberta” em 1998. A principal vantagem do tempo “Fonte Aberta” em relação a “software Livre” e que não necessariamente se refere a programa de computadores, mas evoca uma maior conotação cultural. Para a maioria da pessoas de base cultural, O Software Livre da GNU soa confusamente similar a (close-source) “freeware” e “shareware”. “Fonte Aberta” detonou toda uma rica imaginação conquanto Raymond não somente armou-a como alternativa ao regime de “propriedade intelectual” proprietária, mas como um modelo de Bazar aberto, colaborativo em rede. Ademais isso não é de maneira alguma o que a própria “Definição do Código Aberto” da Open Source Initiative diz ou se assume. Derivado da “Free Software Guidelines” do Debian, simplesmente lista os critérios de licenças que tem que seguir para serem consideradas livres, respectivamente de fonte aberta. O fato de um trabalho estar disponível sob tal licença pode permitir trabalho colaborativo nele, mas não tem que ser por definição. Muitos do software livres – os utilitários GNU e o free BSD por exemplo – são desenvolvidos antes por grupos fechados e comitês de programadores os quais Raymond classifica de metodologia “Catedral”. Inversamente, empresas de software proprietário, como a Microsoft podem desenvolver seus códigos num estilo Bazar distribuído. Todavia, a homepage http://www.opensource.org declara que a “ideia básica por trás do “código aberto” e sobre como o “software evolui”, “a uma velocidade que, se está acostumado ao passo lento do desenvolvimento tradicional de software, parece impressionante”, produzindo assim “software melhores do que no modelo de mercado tradicional.” Desconsiderando qual posição assume-se na disputa filosófica e ideológica entre “Software Livre” e “Open Source” a auto-caracterização de Open Source como um modelo de desenvolvimento mistura causa e efeito , sendo inconsistente com o que a Open Source Definition”, no mesmo website, qualifica como Fonte Aberta, isto é, software para quem as licenças estão de acordo com o seu critério de abertura.

Dado como “Fonte Aberta” tem sido propaganda como um modelo de colaboração em rede ao invés de direitos de usuários ou infraestruturas livres, o vazio entre o lipservice pago a ele nas artes e humanidades e o uso factual de software livre e copyleft aparece com pouca surpresa. Conferências “culturais” de Software livre nas quais os organizadores e palestrantes rodam Windows ou Mac OS em seus laptops continuam a ser a norma. Com poucas exceções, art educacional dificilmente envolve software livre, porém está atada a uma corrente de ferramentas de software proprietário. Ainda – frequentemente vagas ou mal informado – as referências Open Source inundam os estudos de mídia e escritos de arte eletrônica. ∞

http://crieitivecomo.org/wikka.php?wakka=OMalEntendidoDoCreativeCommons



{abril 8, 2010}   Feira livre e colaborativa

Juliana Cunha especial para o Catraca Livre em 25/03/10

Quem produz suas próprias peças, seja roupas, chaveirinho ou até mesmo quadros, sabe da dificuldade que é fazer essa produção circular. Para vender, é preciso ser visto. Para ser visto, é preciso arrumar um bom ponto. Para arrumar um bom ponto, a pessoa humana leiga e sem dinheiro costuma jogar as mãos para o céu e se render à burocracia, papeladas e à sorte.

A Endossa é uma loja colaborativa que tenta contornar essas dificuldades para mini-micro-nano-empreendedores. Quem expõe na Endossa aluga pequenos espacinhos que eles chamam de células. O aluguel varia entre R$ 85 e R$ 630.

A matriz da Endossa fica na Rua Augusta, 1360, em São Paulo, mas o trio de idealizadores Gustavo Ferriolli, Rafael Pato e Carlos Margarido pretendem abrir franquias ainda este ano: uma no Centro Cultural São Paulo e outra em Curitiba. A loja da Augusta funciona de terça a quinta das 12:00 as 20:00, sexta e sábado das 12:00 as 22:00 e domingo das 16:00 as 22:00.

divulgação

 

Uma lojinha de estudantes para estudantes
O Box1234 é uma das mini-lojinhas dentro da Endossa. Mantida por estudantes, feita por estudantes e, em grande parte, consumida por estudantes, o Box vende projetos elaborados dentro da faculdade, produções diárias, estudos e experimentações de jovens artistas.

O projeto é mantido pela estudantes de Artes Visuais da Belas Artes Marcia Beatriz Silveira, de 27 anos; pelo professor de artes e estudante de Artes Visuais da Belas Artes Pedro Easterlic, 22 anos, e por Cesar Tavares, empresário e também estudante da Belas Artes, de 31 anos.

No começo, há quatro meses, eles alugaram uma pequena célula e começaram a vender peças pequenas, no máximo em tamanho A3. Recentemente, há um mês, se mudaram para um box maior e passaram a vender quadros, esculturas e desenhos de todos os tamanhos.

O espaço do Box1234 é feito de amigos para amigos. Não há critério de seleção ou curadoria, se é amigo do trio que mantêm o box e quer vender trabalhos lá, está convidado. A peça fica na loja por um tempo estipulado. Caso não seja vendida, volta para o artista, que pode substituir por outra peça. “Assim, transferimos a curadoria para o público que, se gosta, compra a obra. Garantimos também rotatividade em nosso pequeno espaço”, dizem eles.

Nenhum dos três estudantes do Box 1234 tem trabalho em galerias de arte. Para eles, o Box representa uma esperança de um dia poderem viver do que produzem artisticamente. “O fato é que o espaço na Endossa é um laboratório muito grande e está sendo muito bom pra gente. Só temos a agradecer a equipe de lá”, conclui o trio.

Serviço:
Rua Augusta, 1360 – Centro – São Paulo
(11) 3854-9233

 



Entre os 22 e 26 de março, a cidade carioca receberá pessoas do mundo todo para o  V Fórum Urbano Mundial, organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Paralelamente, movimentos populares e entidades pelo direito à cidade organizam o Fórum Social Urbano.

A criação do fórum alternativo está ligada à crítica feita pelos movimentos e organizações populares de que o fórum da ONU privilegia o modelo de urbanização da cidade-empresa, cidade-competitiva.

Este modelo é o que possibilita o crescimento das cidades a partir da especulação imobiliária, que envolve grandes projetos urbanísticos de interesse econômico da iniciativa privada.

Por outra parte é ignorado o direito à moradia digna, saneamento básico, saúde e educação de qualidade para todos os habitantes da cidade.

Saiba mais sobre este assunto nesta reportagem em áudio.

Fonte: http://forumsocialurbano.wordpress.com/



{março 17, 2010}   Video sobre Midias Sociais


Entre os dias 16 e 21 de março acontece a Mostra & Seminário Cinema e Política, que será realizado no Centro Cultural da Justiça Federal. O evento é organizado pelo Programa de Pós Graduação em Psicologia da Universidade Federal Fluminense, com curadoria de André Queiroz, André Santos e Anderson Vilela.

O evento terá seis eixos temáticos: cinema & ditaduras; cinema & processos revolucionários; cinema & libertação nacional; cinema & movimento sindical; cinema & globalização; cinema & socialismo no século XXI. Durante a mostra, haverá três mesas-redonda com os seguintes temas: Golpe de Estado e processos revolucionários (Jorge Vasconcellos, Carlos Eugênio Paz, Roberto Mader); Fim da ditadura: abertura e esquecimento (Juan Posada, Daniel Aarão Reis, Denis de Moraes); Globalização e socialismo no século XXI (André Queiroz, Francisco Carlos Teixeira, Rogério Haesbaert).

A cada dia, três filmes serão exibidos. E o valor do ingresso é de 1 real.

Veja aqui a programação completa.

fonte



Festival das Resistências e Arrastão Latino Americano de Rádios Livres
Por MOVIMENTO POPULAR E RÁDIOS LIVRES 16/03/2010 às 02:26

Aconteceu neste sábado, dia 13/3/2010, na Cidade do México, o Festival das Resistências, em que 12 bandas e músicos ajudaram a reunir 10 mil e 400 pessoas contra a criminalização dos movimentos sociais e para fortalecer e dar visibilidade a 9 movimentos indígenas, camponeses e de trabalhadores: o Consejo Autónomo Regional de la Zona Costa de Chiapas, Consejo de Ejidos y Comunidades Opositores a la Presa La Parota, Consejo Indígena Popular de Oaxaca Ricardo Flores Magón, Coordinadora Regional de Autoridades Comunitarias – Policía Comunitaria, Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra de San Salvador Atenco, Frente Popular Francisco Villa Independiente – UNOPPI, Radio Ñomndaa, SME, e as Viudas de Pasta de Conchos.

Ao mesmo tempo, rádios livres e comunitárias de pelo menos quatro países (México, Colômbia, Brasil e Argentina) interligaram suas programações ao Festival e entre si, trocando conteúdos e retransmitindo pela internet e em ondas eletromagnéticas. No Brasil o “arrastão” contou com a rádio livre da Universidade Federal de São Carlos (SP) e, no Rio de Janeiro, a rádio Porto Área que, em sua primeira transmissão teste neste sábado, não apenas participou do Festival como realizou um encontro com rádio livreiros de vários coletivos, visando rearticular o rizoma de rádios livres na região e propor ações para o Fórum Social Urbano. No mesmo espaço houve também uma reunião do rizoma Flor da Palavra, de inspiração zapatista, que atua no sentido de facilitar a comunicação e a solidariedade entre os movimentos sociais e também com outros grupos, especialmente os de “abajo”.

Sítio do Festival: Jovens em Resistência Alternativa

“Arrastões” já realizados no Brasil: (2006) Rede Arrastão de Rádios – Pequeno relato | (2006) Arrastão de rádios livres – nesse fim de semana | (2006) Rizoma internacional de rádios livres entra em ação neste sábado | (2006) Rádio Arrastão, agora, aqui, em qualquer rádio (ou computador ligado a internet) | (2005) Programação de domingo da Rede Arrastão | (2005) Programação de sábado da Rede Arrastão

fonte: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2010/03/467341.shtml



Que cultura queremos?

Entendemos a cultura não apenas como a forma de expressão das relações e sentimentos humanos, mas também como um poderoso instrumento político. O controle de sua produção e do acesso a ela é elemento essencial para manter a dominação dos povos e a concentração de poder. A cultura restrita e limitada pela lógica mercantil entope de resignação as veias pelas quais corre a criatividade humana e bloqueia as possibilidades de produção diversa e abrangente que o desenvolvimento cultural livre exige. A cultura genuinamente livre depende de autonomia, acesso universal e livre manifestação. Não pode ser determinada por direcionamentos e restrições mercantis, e deve garantir a sobrevivência justa e solidária do autor.

Mas, justamente por suas características políticas e sociais, não basta que apenas o produto cultural tenha essas características. É necessário que todo o processo de criação e difusão seja livre, garantindo aos sujeitos sociais condições suficientes para criarem e acessarem todos os bens culturais. A cultura livre é, portanto, um passo na construção de uma sociedade livre.

Assim, não podemos confundir. Reivindicamos uma cultura que não seja apenas gratuita, mas sim genuinamente livre. Livre das amarras do mercado, das imposições do Estado, das limitações econômicas e dos interesses corporativos. Não queremos uma produção cultural que sirva aos ‘novos modelos de negócios’, nos quais as liberdades de acesso aos bens são mantidas mas o circuito de produção mercantil se recompõe. A cultura livre deve, por um lado, garantir a diversidade sem se submeter à lógica da indústria cultural e, por outro, garantir o acesso livre, gratuito e não mercantil aos bens culturais.

Ao mesmo tempo, é essencial pensar a sustentabilidade e a construção dos criador@s livres dessa cultura, mesmo dentro dos limites do atual sistema econômico. Precisamos, para começar, combater o jabá e pensar um mercado baseado nos verdadeiros princípios da economia solidária, buscando a autogestão e a diversificação do acesso da massa às culturas de qualidade.

Devemos questionar os modelos de publicidade e das concessões dos meios de comunicação, que acabam produzindo falsos desejos e uma cultura artificial, beneficiando apenas os artistas que se submetem à lógica da indústria. Sem sujeitos que buscam a emancipação não há pensamento crítico suficiente para romper com as imposições da indústria cultural.

Por isso, precisamos fortalecer um movimento de cultura livre que seja contra esse atual modelo, que seja autônomo, genuíno e intimamente ligado às questões políticas e às relações sociais e humanas. Queremos uma cultura livre que seja, também, conhecimento livre. Ela deve incorporar a luta pela livre determinação dos povos originários, de suas culturas e costumes. Deve brigar pelo fim das patentes, pelo acesso universal à saúde e à educação. Pela produção saudável e racional de sementes, plantas e alimentos. A cultura livre é um bem comum e deve fazer parte do processo de construção do bem viver, que tem como princípio fundamental o zelo a todo o tipo de vida.

A hora é agora

Vivemos um momento de definição do que é o acesso e a produção da cultura. As novas tecnologias, por terem a capacidade de ampliar as possibilidades de democratização da comunicação, da cultura e do conhecimento, passam por um processo de institucionalização e cercamento legal que, ao contrário, podem servir como mecanismos de vigilância e controle. As leis internacionais e nacionais que regulamentam o tráfego de informações são cada vez mais rígidas e engessam, por sua vez, as possibilidades criativas dos seres humanos, com objetivos claros de controlar as mentes das massas. Assim, é urgente nossa manifestação.

Sob essa perspectiva, convocamos organizações, coletivos e indivíduos para discutir o projeto da cultura livre que queremos no Diálogo Interplanetário de Cultura Livre, que acontecerá durante o Fórum Social Grande Porto Alegre 10 anos, na cidade de Canoas, entre os dias 25 e 29 de janeiro de 2010.

Queremos dar início à construção internacional de um espaço autônomo para a discussão de uma cultura contestátoria, que abarque aqueles em busca da emancipação e da liberdade na produção cultural e que tenha vistas a um Fórum Internacional de Cultura Livre, no segundo semestre de 2010.

O Diálogo Interplanetário de Cultura Livre já conta com articulações em países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Brasil e está aberto a tod@s que quiserem contribuir. Será um espaço autogestionado de debates e produção cultural, com feiras de livros, shows de música independente, debates sobre a propriedade intelectual, produção cultural, transmissões de rádios e Tvs comunitárias, oficinas de software livre e muito mais – ou o que aparecer.

fonte:

http://www.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=2149&Itemid=149

Relato do meu amigo Rodrigo no site do partido pirata:

http://www.partidopirata.org/node/272

Fotos



O princípio do infoativismo:

30/11/2009 por jandirafeijo

Silvio Mieli: professor de mídiartivismo da PUC-SP em entrevista

Filipe Serrano / Link / Estadão

Para o professor Silvio Mieli, do departamento de jornalismo da PUC-SP, os protestos de Seattle foram essenciais para criar um novo papel da internet. Mas, em entrevista ao Link pelo telefone, criticou a incorporação do modelo.

O que Seattle marcou para o ativismo pela internet?

Se o Zapatismo foi a primeira insurreição contra a ordem mundial dos anos 1990, a Batalha de Seattle, em 1999, foi a primeira insurreição contra o monopólio midiático. Foi a primeira vez que se organizou um coletivo para cobrir o evento, descarregando as fotografias e os textos dos protestos diretamente na internet. Não foi apenas uma experiência política, foi uma das primeiras experiências mundiais desse tipo de uso da tecnologia. Depois o blog iria se popularizar. Tudo isso estava em Seattle. Foi um ponto de mutação.

O jornalismo colaborativo ou cidadão nasceu ali?

Como poucas vezes tivemos na história, os jovens de Seattle, que fuçavam na tecnologia, tiveram um papel importante para rapidamente colocar o conteúdo na internet. Nasceu um conceito do imediatismo, de eliminar intermediários. Era preciso facilitar o acesso das pessoas às informações. Agora, houve uma adaptação a esse modelo. Entramos num capitalismo imaterial em que nos tornamos consumidores-produtores e alimentamos uma rede gigantesca. Devemos olhar as redes sociais com mais cuidado. É preciso resgatar a ideia de construir e articular redes que possam de fato mobilizar as pessoas.

Uma década de ativismo 2.0

Durante os protestos contra a OMC, há dez anos, Indymedia transformava a autopublicação em causa política

Existiu uma época – sem YouTube, Flickr, Wikipédia, blogs ou qualquer ferramenta de autopublicação – em que colocar seu relato na internet era muito mais um ato de protesto do que qualquer outra coisa. Uma época em que se buscava uma nova forma de comunicação, mais livre de intermediários.

Toda a ideia de jornalismo cidadão, que inspirou o desenvolvimento de plataformas de publicação na web, tomou forma há 10 anos, em 30 de novembro de 1999, durante os protestos em Seattle contra a reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC – ou WTO, na sigla em inglês), que daria início à rodada do milênio, para negociar maior abertura do comércio mundial.

Ao menos 40 mil pessoas, entre elas ativistas, membros de ONGs, sindicalistas, ambientalistas e anarquistas, reunidos sob uma organização descentralizada chamada de Direct Action Network (DAN), tomaram as ruas do centro de Seattle e furaram o bloqueio em torno do local onde a reunião acontecia. A manifestação ficou conhecida como N30 ou a Batalha de Seattle.

Foi lá, durante os protestos, que os participantes começaram a usar as tecnologias para mostrar o que estava acontecendo nas manifestações – não só para se organizar, mas para interagir com ativistas de todo o mundo que não estavam lá. Eles usavam uma improvisada rede de comunicação, com celulares, rádios, notebooks e modems conectados à web, para publicar imagens e relatos sobre os protestos.

“Seattle foi a primeira grande explosão de protestos por uma justiça global. E juntou muitas pessoas de diversos movimentos, com diferentes ideias do que era necessário mudar no mundo”, diz Margaret Levi, professora do departamento de ciência política da Universidade de Washington e responsável por um projeto de resgatar a história dos protestos em Seattle.

Entre os envolvidos, surgia o coletivo Indymedia, um grupo de ativistas que se reuniu para fazer uma cobertura jornalística alternativa dos protestos em Seattle. No Brasil é conhecido como Centro de Mídia Independente (CMI).

Para cobrir os protestos de junho de 1999, durante o encontro do G8, em Colônia, na Alemanha, o embrião do Indymedia usou uma ferramenta de publicação, um tipo de blog coletivo, criado alguns meses antes por um grupo da Austrália.

Desenvolvido para ser um mecanismo que desse voz a cada manifestante presente nos protestos, o site permitia já naquela época uma cobertura em tempo real da manifestação em Seattle, em texto, áudio e vídeos. Cinco documentários ainda foram produzidos pelo Centro de Mídia Independente de Seattle.

“As pessoas tiravam fotos, colocavam depoimentos, publicavam sua opinião sobre que estava sendo discutido, no caso, na rodada do milênio da OMC”, diz Pablo Ortellado, um dos fundadores do CMI no Brasil, criado quatro meses depois de Seattle. “Muitos grupos dos EUA se interessaram pela ferramenta do Indymedia. Mas, como era aberta, ela era muito mais usada pelos manifestantes individuais do que por revistas e veículos alternativos”, continua.

O site do Indymedia teve mais de 1 milhão de acessos durante o lançamento, no N30, o que sobrecarregou os servidores. “Foi aí que incorporamos a autopublicação como essência do site. Do ponto de vista da web 2.0, era um projeto totalmente radical. Se você for ver, os blogs foram continuação disso. Não é a toa que o YouTube, o Twitter, o Craiglist saíram de desenvolvedores que fizeram parte do Indymedia. O Twitter foi criado para ser usado em manifestações”, diz Ortellado.

Hoje o YouTube faz campanhas por vídeos que defendam a liberdade de expressão no mundo todo; o Twitter serve como troca de informações durante os protestos no Irã; blogueiros palestinos relatam abusos, entre outros exemplos que têm ocorrido nos últimos anos.

Há muitas críticas à incorporação das ideias do Indymedia por sites comerciais, principalmente quanto à privacidade dos usuários, às limitações impostas e à necessidade de gerar lucro e publicidade.

De qualquer maneira, a partir do Indymedia e de Seattle, surgiram muitos outros projetos que procuram dar voz na internet a grupos de pessoas que antes não tinham como expressar suas opiniões ou relatar o que veem e vivem em suas comunidades.

“A tecnologia foi importante para planejar os processos e para trocar informações depois dos protestos. Muito mudou nestes 10 anos. Ainda vejo muitas demonstrações políticas, mas elas são feitas de outra forma. Vemos que há grupos menores, mais comprometidos, não só se mobilizando em protestos, mas realmente trabalhando para mudar o mundo”, diz a professora Margaret Levi.

Foto: Manifestantes penduraram bandeiras em um guindaste para protestar contra reunião da OMC

fonte: http://jandirafeijo.wordpress.com/2009/11/30/a-batalha-de-seattle-ainda-nao-terminou/



Participação colaborativa do Capi (Bruno Neira) no Barcamp’arte livre postado no blog coletivo durante o Campus Party 2009

elementos para uma teologia pirata 0.1a

#1
existe miséria. e porque ela existe, e somos privados do mundo que a publicidade promete, todo consumo é uma conquista, todo canal livre é uma regalia. puxa, como é bom assistir novela em p2p. não pagar nada para ouvir o hit do momento. usar outro sistema operacional fechado e contrabandeado. pequenas alegrias, funcionam como anti-depressivos e radiofreqüência: nos mantém em nosso lugar. este é o jeito que o mundo é, onde existe uma chance de termos, e uma boa chance de não termos.
não existe miséria. o mundo inteiro é nosso, logo de início, se não cairmos em mãos erradas. a pirataria, os furtos, as caronas, o software livre, as orgias, as carícias, todo canal livre para pensar, sentir e viver deve servir para nos acostumar à idéia: o mundo é nosso. não comemos dinheiro, como não recebemos dele amor. precisamos antes de comida e companhia e se procurarmos, os encontraremos mais facilmente que o dinheiro. livres, procurando o que precisamos, em breve perceberemos: não queremos esse consumo. nos faz infeliz o ritmo de renovação da moda, da tecnologia, da música e dança. nos faz infeliz a publicidade que rejeita nossa sexualidade, nossa alimentação, nossa colaboração, nossa experimentação; embora venda algo que maquia de erotismo, satisfação, companhia e inovação.
se não precisassemos mais trabalhar, viveriamos breves férias. depois saíriamos para fazer algo. igualmente, se não tivermos nosso caminho obstruído com relação a representação do mundo, a descobririamos. e depois de desmascará-la, nos ocupariamos de criar algo para nós mesmos.

#2
no desenho do mundo ao nosso redor está a história do que se experimentou e o desejo do que poderia ser. se isto é evidente no software livre, deveria ser ainda mais explicito em nossos artefatos cotidianos. a bicicleta evoluiu atendendo aos ciclistas e bicicleteiros, mas o modelo de hoje está longe do ideal. a publicidade entrou no meio da produção, e o que é popular hoje nos faz andar curvados e ameaça nossa fertilidade. não devemos temer a bicicleta e preferir o carro (talvez essa seja a mensagem do desenho atual): devemos redesenhar nossa bicicleta (talvez esta seja a verdadeira mensagem do desenho atual).
em tradições e expectativas, tudo ao nosso redor é digno de atenção. re-desenhar é urgente e gostoso, é semente para as comunidades mais intensamente conectadas. mas não queremos profissionalização, apenas criatividade. criar é hackear, é pensar algo novo, testar, sentir e decidir. profissionalizar é consumir a criação, não diferir, seguir um modelo e ajustá-lo ao mercado. esqueçam, se possível. o novo desenho não se pode escravizar. não componhamos músicas para vender, ou mesmo para ouvir. componhamos para tocar, seja esta nossa estética. os ouvidos todos existem.
criar traz às novas expectativas um lugar no mundo. traz também a possibilidade de um novo mercado, de uma nova indústria, de um novo modelo de propriedade, privação e consumo. não nos iludamos, tudo isto é mais do mesmo. o capitalismo é sim o mesmo esqueleto de sempre, tão velho quanto o desejo de lucrar. mas ainda mais velho que este desejo é O desejo e A revolta. desejamos desde que nascemos, nos revoltamos assim que percebemos. deixemos de lado o mercado e suas drogas, e tratemos de novo disto que nos compõe.

#3
nem tudo o que fazemos é óbvio, embora seja assim que orientamos todo nosso plano de vida. é claro que desejamos estudar, nos formar, trabalhar, ganhar bem, constituir familia, envelhecer, morrer o mais tarde possível. não apenas é tudo mentira, como nos custa caro, abandonar os sonhos, as utopias e cosmogonias, toda nossa filosofia, em troca de uns trocados, um espaço na engrenagem do mundo, e a certeza de que seremos substituídos um dia pelos próximos.
tenha horror ao óbvio. arrepie-se diante da agenda previsível. então assuste-se com a representação do mundo. revolte-se com as mulheres da publicidade, com os cheiros que a televisão vende, com os grandes feitos do cinema. as músicas e filmes de guerra dizem o que? somos pacifistas, porque é tão gostoso este material? ou não é? é desejar algo intenso o que nos faz ver intensidade neste material. é desejarnos representados que nos faz ver representação alguma em tudo isto que consumimos. é ilusão, só vamos estar representados em nossa representação. só nos fará intensos a nossa realização intensa.
a realização se dá na resposta às tradições e às expectativas. não somos artefatos, mas tampouco estamos acima de nossa natureza. somos parte feitor, parte feitos. parte hard, parte soft, somos ciborgues a partir do momento que percebemos, embora aceitemos e processemos ordens desde sempre. o que há de se aceitar é que somos parte do que nos cerca, e tudo que tomamos para nós nos compõe também. mas não há de se aceitar nada nisso: redesenhar o que nos cerca e o que tomamos para nós é urgente. precisamos ser para além de nosso espaço-corpo. não queremos ser felizes sozinhos.

#4
redesenhar e criar são parte do esforço intenso de abandonar a representação do mundo, rumo a uma liberdade desejada, expressiva da nossa humanidade, que não se compromete à representação porque é vida em si mesmo, não promete mais nada a ninguém. e embora seja desta qualidade, exige um esforço compreensivo, de toda diferença, de toda diversidade, que se entenda a ponto de se tolerar (o discurso pequeno), a ponto de se amar (o verdadeiro discurso), a ponto de colaborar e tecer entre si os caminhos para realizar-se, resistindo às promessas da representação, algo autônomo, local e temporário, mas também significativo para todo esforço. sejamos nossa própria tradição nestas realizações, façamos do nosso desejo e revolta a nossa expectativa. tudo isto é fazer do mundo (e não de sua representação) algo vivo, algo que possamos amar. tudo o mais é fetiche, é amar algo que não vive, é dedicar-se a nada.
para costurar esta rede que é primeiro de sonho, desejo e revolta, mas então também é de resistência, para costurá-la é necessário acreditar e espalhar a crença. de que outro mundo é possível, que existe, e é preciso expressá-lo na experiência imediata da vida. em tudo que somos oprimidos é fácil imaginar esta vida: expressar nossa sexualidade em paz, assumir nossa etnia sem medo, saciar nossa fome e cantar algo que faça sentido para nosso coração. em tudo o mais, fará sentido conforme experimentemos – é possivel amar e manter nossas casas limpas.
para abandonar o trabalho, as tarefas forçadas, as obrigações todas, é urgente uma educação social, que se orienta a liberdade inclusive espiritual, que seja radical em nunca esquecer o desejo, e em realizar a revolta abandonando a representação. tão radical que não tenha lugar na representação do mundo, e ainda assim a amedronte a ponto de ceder espaço. onde quer que esteja o educador radical, com apenas o cheiro da revolta, é possível multiplicar. é possível atender o desejo na liberdade criativa, realizar o ato de revolta e multiplicar a educação social radical na forma de sonho. trata-se antes de vida que de um projeto de partido.
é mais, é só um ponto de partida. o desejo, a revolta e o sonho todos já conhecemos, e dispensam nomes.



{janeiro 9, 2010}   O Objetivo é o Subjetivo

Artigo publicado na Revista Escrita da ONG Guatá Cultura em Movimento de Fóz do Iguaçú:

por Alissa Gottfried

O limite entre o que somos o que queremos ser e o que querem que sejamos se configura com um mecanismo das relações de poder.”

Trecho do texto de Tininha Llanos Artistas e piratas, hackers e cidadãos comuns, cientistas e imperadores #

Repensar os modos de vida hoje é quase proibido. A liberdade é quase uma utopia e o quase é o que nos salva da robotização para o consumo. Nossos sentidos acostumados às “drogas” dificultam-nos de ver o que está por trás do anúncio publicitário. Assim como, desde criança somos ensinados a comer açúcar e apanhar quando fazemos arte, crescermos nos acostumando à banalização da vida: propaganda da indústria do mercado do comércio do consumo do fetiche.

O circuíto midiático crescente e passa a ter tanto poder e alcance que quase engole espaços como a escola, o correio e as lojas de discos. Mas um sistema normatizante age contra a perda do controle. Com a propriedade intelectual considera-se que as idéias são como objetos que devem ter um dono. Apartir dessa norma um debate imenso confronta o sistema que regula a apropriação das idéias. Enquanto isso surgem ações que invertem a lógica como o Movimento Software Livre.

Este movimento propõe a colaboração onde cada um soma seu conhecimento ao conhecimento do grupo desenvolvendo softwares que tem seus códicos abertos, ou seja, você pode saber como o software foi desenvolvido, pode usá-lo, melhorá-lo e devolvê-lo melhorado à comunidade que o disponibilizou. Isso numa dinâmica colaborativa que liberta as idéias pois impossibilita a apropriação e dependência que os donos do conhecimento detinham.

Com a implosão da mídia-digital controlar a distribuição de conhecimento, música e vídeo ,se torna um problema para quem, até então, mantinha os poderes de cópia, que na maioria das vezes nem era do próprio autor, mas sim das editoras e gravadoras. Isso pode ser considerado a mais valia artística já que artistas e autores recebiam em torno de 1 a 3% do valor da venda de discos e livros. Por muitos anos isso funcionou até que os próprios artistas começam a produzir suas obras e disponibilizam seus conteúdos na internet como no Movimento Música para Baixar.

Exemplos como esse representam a resistência criativa e inteligente que possibilita a liberdade enquanto ação em prol da colaboração e não só da competitividade do capitalismo selvagem. Resistir com criatividade é um objetivo que me tornou educadora popular e usuária 100% software livre. Já que a educação formal incluindo as universides na maioria das vezes ainda reproduzem um sistema de poder desigual que não está voltada a desenvolver a dignidade e o pensamento crítico e criativo passei a estudar e trabalhar em projetos sociais que proponham ações pela autonomia como no Pontão Minuano onde desenvolvemos cursos de áudio, metareciclagem, vídeo, arte gráfica e comunicação com software livre para que as pessoas e pontos de cultura possam produzir e publicar seus próprios conteúdos sem precisar comprar ou piratear softwares proprietários. Entendo com esse trabalho que o empreendedorismo social e cultural é uma alternativa para difundir a cultura brasileira onde as comunidades podem se desenvolver com mais dignidade e auto-estima.

Precisamos saber que condições temos para sermos quem queremos ser e o quanto a democratização da comunicação se torna uma extensão ou a reconstrução da identidade coletiva. Minha indignação contra a indignidade humana Também reconstrói minha identidade. Pela arte colaborativa de sermos nós mesmos.

______________________

# Você pode ler esse texto no link do livro livre: Apropriações Tenológicas – http://blogs.cultura.gov.br/cultura_digital/tag/apropriacoes-tecnologicas/

Alissa Gottfried é artivista, blogueira e educadora de arte gráfica e comunicação no Pontão de Cultura Digital Minuano em Porto Alegre.

fonte: http://www.guata.com.br/Tirando%20de%20letra/B090601TL_o_objetivo_e_o_subjetivo_alissa_gottfried.html

Publicado também no blog do Musica para Baixar: http://musicaparabaixar.org.br/?p=603



O autor Richard Barbrook, em parceria com des).(centro e editora peirópolis, lança seu primeiro trabalho literário no Brasil. Futuros Imaginários demonstra como a política influenciou a forma pela qual a Internet é controlada atualmente e faz um chamado a todos que estão ciber-conectados a usar spanesta poderosa ferramenta para apropriar-se de políticas revolucionárias, e criar um futuro mais positivo. Dr. Richard Barbrook investiga os primórdios da Internet, e começa por um ponto central que foi a Feira Mundial de Nova York em 1964, no que, de acordo com os críticos é a melhor pesquisa e mais original avaliação da cibertecnologia entre todos os trabalhos contemporâneos. Ele demonstra como os líderes dos negócios e os líderes ideológicos aplicaram uma visão cuidadosamente orquestrada de um futuro imaginário, no qual os robôs lavariam as louças, iriam trabalhar e pensariam por nós. Com os Estados Unidos na vanguarda destas promessas, Barbrook mostra como forças ideológicas juntaram-se para desenvolver novas tecnologias da informação durante a era da Guerra Fria e como o que foi criado moldou historicamente a Internet moderna, com consequências políticas intencionadas. site do projeto

http://futurosimaginarios.midiatatica.info/futuros_imaginarios.pdf

http://futurosimaginarios.midiatatica.info/CAPA_FUTUROS_FINAL.pdf

http://futurosimaginarios.midiatatica.info



{janeiro 4, 2010}   Tutorial básico de GIMP

Elaborei um novo tutorial básico de GIMP para o Curso:

- Tecnologia da Informação: Computação e comunicação, Softwar Livre no Sopapo, que será ministrado em parceria com a educadora popular Vânia Pierozan durante os primeiros 3 meses de 2010 no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo em Porto Alegre.

Mais informações acesse o blog do ponto:

http://quilombodosopapo.blogspot.com/

Clique aqui para fazer download do tutorial básico de GIMP



{novembro 5, 2009}   Consciente coletivo

Graças à internet, cada vez mais o conhecimento e as artes são produzidos coletivamente. Bem-vindo à cultura da colaboração. Junte-se a nós.

Socializou geral: a criação individual (e, eventualmente, o egoísmo) passou a ser questionada por uma série de artistas, produtores de conteúdo e até comerciantes. São os tempos, como dizem alguns, da “cultura wiki” (de Wikipédia, a enciclopédia online construída por milhões de autores anônimos). Mas será mesmo possível que o conhecimento seja criado coletivamente? Melhor dizendo: quais são as fronteiras entre individualidade e coletivo na solução de um problema? Dentro da nova consciência de socialização do pensamento trazida pelo colaboracionismo na web, é possível sobreviver sendo um individualista extremo? No telecatch entre competição e colaboração, quando é que acontece a passagem de bastão entre a mentalidade das Décadas do Eu (70, 80, 90) para a nova mentalidade colaborativa dos anos 00? E afinal: existe mesmo uma criatividade coletiva? Se sim, ela pressupõe o fim da autoria?

Muitas perguntas. Mas façamos uma diferença clara, binária, entre a inteligência individualista, da obra fechada, do ponto fixo, e a colaborativa, da obra aberta, da rede. Sobre esta segunda é fundamental a Obra Aberta de Umberto Eco, revolucionário estudo da teoria da informação lançado, não por acaso, no ano de 1968. Ali o ensaísta italiano propõe uma divisão entre o discurso aberto (pense na internet, de múltiplos emissores e receptores) e no discurso persuasivo (pense na TV, um só emissor, vários receptores).

Quando sugeria a “obra aberta”, Eco apenas intuía a formulação de um modelo de produção somente viável graças à nossa aceleração tecnológica. O impacto da internet tornou possível tanto ideias como o open source (do software aberto, como o Linux) quanto a disseminação de redes sociais que sustentam a ideia de uma imaginação colaborativa: nas artes plásticas, na música, na mídia, no comércio. (Ainda falta a política, mas chegaremos lá.)

Essa verdadeira inteligência colaborativa foi definida nos termos de hoje pela cientista norte-americana Vera John-Steiner, em Creative Collaboration (“Colaboração criativa”, sem edição brasileira). A autora investiga como as ideias surgem através da observação do método de trabalho de parcerias famosas, como entre os artistas Georges Braque & Pablo Picasso, ou os físicos Albert Einstein & Niels Bohr. Por certo o estudo de Vera seria ainda mais interessante se ela se detivesse no curioso caso dos escritores argentinos Jorge Luis Borges & Adolfo Bioy-Casares, que narravam “sob uma terceira persona”, um tal Bustos Domecq. Ou, em exemplo mais próximo, na intrigante maneira como os jovens escritores brasileiros Vanessa Barbara & Emilio Fraia construíram uma identidade literária comum inventando a quatro mãos o elogiado romance Verão de Chibo.

A web abriga diversas iniciativas graças a uma nova “inteligência coletiva

O editor Pesquisando inteligência colaborativa na web (onde mais eu arranjaria tanto assunto?), topei com o blog de Gilberto Jr., um esperto designer de interfaces que se dedica a estudar tanto a ciência das redes quanto orientar um grupo de leitura coletiva da… Bíblia. Atendo-se aos aspectos terrenos da web 2.0, Gilberto indica a leitura de um excelente artigo de Kathy Sierra sobre a sabedoria das multidões. Segundo essa crítica professora de programação e criadora de games norteamericana, aproveitar a inteligência coletiva pode trazer muitos benefícios – desde que não seja necessário um consenso prévio entre a comunidade em questão. Assim, agregase de algum modo a sabedoria de cada indivíduo independente (e a interdependência é a senha aqui). Kathy exemplifica:

• inteligência coletiva é um monte de gente escrevendo resenhas de livros na Amazon. Burrice das multidões é um monte de gente tentando escrever um romance juntos;

• inteligência coletiva são todas as fotos no Flickr, tiradas por indivíduos independentes, e as novas ideias criadas por esse grupo de fotos. Burrice das multidões é esperar que um grupo de pessoas crie e edite uma foto juntas;

• inteligência coletiva é pegar ideias de diferentes perspectivas e pessoas. Burrice das multidões é tirar cegamente uma média das ideias de diferentes pessoas e esperar um grande avanço.

Segundo Kathy, um link não fica em primeiro lugar no Google depois que todos os usuários da internet chegam a um consenso de que aquele link é o melhor. Mas o Google aproveita a inteligência coletiva contando mais pontos para os links que são citados por muitos indivíduos independentes. Por buscar consenso entre os editores dos artigos, a enciclopédia colaborativa Wikipédia poderia ser um fracasso, mas o trabalho dos administradores (tomando decisões nem sempre geradas pelo consenso) determina a qualidade do conteúdo. Isso significa que, mesmo socializada, a inteligência colaborativa não dispensa um eixo organizativo; em outras palavras, é preciso um editor.

A inteligência colaborativa deu origem a uma nova disciplina: a ciência das redes. Um de seus principais divulgadores no país é Augusto Franco, que aliou à dinâmica da educação em rede os pressupostos de otimistas da sociedade da informação, como Pierre Lévy (A Inteligência Coletiva. Por uma Antropologia do Ciberespaço) e Fritjof Capra (A Teia da Vida: uma Nova Compreensão Científica dos Sistemas Vivos). No site Escola de Redes, Franco dá o caminho das pedras: “A ideia é conectar pessoas ou redes de pessoas (nunca instituições hierárquicas) de modo distribuído – o que compreende estrutura (forma de organização distribuída) e dinâmica (modo de regulação pluriárquico). O modo de regulação pluriárquico, compatível com a topologia distribuída, não adota procedimentos e mecanismos que produzam artificialmente escassez, como a votação, o sorteio, o rodízio ou a construção administrada de consenso.” Ou seja, é uma entidade que se auto-organiza a partir de regras fixas.

Nem todo mundo, claro, vê com olhos tão felizes a inteligência coletiva. É o caso de Eugênio Trivinho, professor do programa de estudos pós-graduados em comunicação e semiótica da PUC-SP, autor de A Dromocracia Cibercultural. Dromo, do grego, significa velocidade, marca da contemporaneidade. Trivinho é um cético: “Hoje, temos dispositivos que articulam um corpo ao outro, uma casa a outra, uma empresa a outra. Não obstante, isso não aboliu nossa solidão. Nós somos talvez os seres mais solitários e, por isso, precisamos de vínculo”.

O grupo Como vimos, a internet tornou possível agregar muitos talentos em esforços gerentes (Wikipédia, Linux). Um bom exemplo é a ação coordenada pela agência LiveAD, um braço do Grupo Box1824, pioneiro no Brasil na investigação de tendências da juventude (entre 18 e 24 anos, daí o nome) e mais quente polo de cool hunters (“caçadores de bacaneza”) do país. Para dar publicidade à minissérie Dom Casmurro, exibida na Rede Globo em 2008 – que buscava falar com um público tradicionalmente desconectado da televisão, modernizando o clássico de Machado de Assis –, a agência criou o projeto Mil Casmurros, uma rede social online de leitura coletiva da obra. O livro foi dividido em mil trechos que foram hospedados num site em que qualquer internauta podia escolher e gravar sua leitura direto da webcam. Atores, escritores e outras figuras da cena brasileira começaram gravando seus trechos, para que estimulassem outros leitores. Em um mês a leitura estava completa: foi uma das primeiras e mais impactantes leituras coletivas de um livro na internet – até mesmo faturou um Leão de Ouro no festival de publicidade de Cannes na nova categoria de Public Relations em que qualquer internauta podia escolher e gravar sua leitura direto da webcam. Atores, escritores e outras figuras da cena brasileira começaram gravando seus trechos, para que estimulassem outros leitores. Em um mês a leitura estava completa: foi uma das primeiras e mais impactantes leituras coletivas de um livro na internet – até mesmo faturou um Leão de Ouro no festival de publicidade de Cannes na nova categoria de Public Relations

O autor Além da forte interação com o público, o modelo colaborativo tem uma faceta ainda mais radical: a dissolução da autoria. É fenômeno já velho nas artes plásticas, mas aos poucos vem transitando naquele “território de ninguém” entre a arte e o comércio, entre a marca pessoal e uma solução específica para um cliente. Nesse terreno batalham os coletivos profissionais de fotógrafos. A massificação da oferta de imagens e a saturação dos meios de difusão tradicionais apresentam aos autores a necessidade de gerar novos modelos de representação, capazes de destacar sua produção entre milhões. Assim, os coletivos atuam tanto como banco de imagens como plataforma comum para furar um mercado fechado, ou como máquina de criação conjunta, gerando interessantes sinergias e fóruns de discussão entre os membros da equipe. No Brasil, grupos como o paulistano Cia de Foto e o carioca Fotonauta fazem seus autores desaparecerem por trás de suas lentes – mais ou menos como se Lennon e Mc- Cartney jamais assinassem canções sob seus nomes, e sim sempre como os Beatles.

Voltando à arte, mais poético é o exemplo dos cratemen. São bonecos gigantes, criados a partir de engradados de bebidas, dispostos em diversos lugares da Austrália. Ninguém sabe quem começou a criá-los: parecem ter surgido do nada, no início do século 21. A poesia da intervenção dessa arte urbana não reside nas diversas poses dos cratemen – bonecões pescando, andando de bicicleta, dormindo –, e sim no fato de ninguém reivindicar sua autoria. Seu único objetivo é tirar um sorriso do observador distraído.

Ainda na dúvida sobre quem vence a briga pela criação, se o bloco do eu-sozinho ou os conectados? Fique com um trecho de uma carta de Mário de Andrade, pinçada do blog da Cia de Foto, escrita para Otto Lara Resende, que tinha 22 anos na época. Mário, líder do Modernismo, incitava Otto e colegas (Fernando Sabino, Hélio Pelegrino, Paulo Mendes Campos) ao exercício da criação coletiva:

“Queria louvar o grupo que vocês fazem, pela força de cada um, pela diferença de cada um, pelo exercício da amizade que soube escolher sem por isso depender de nenhum estreito ‘espírito de grupo’. Isso é um bem grande, uma felicidade, um exercício digníssimo de vida humana, uma grave modéstia, e um conforto sempre. Como invejo isso em vocês! Talvez tenha sido o que mais me faltou. E os meus companheiros de geração, guardo deles este ressentimento, ainda vinham oitocentistamente tão apegados ao exercício do individualismo, nesta terra sem tradições nem raciais nem culturais, que jamais pudemos viver os benefícios, os confortos, as forças do grupo. Vocês também não possuem tradições nem raciais nem culturais que permitam só por si o exercício do grupo. Mas já têm maior consciência dos coletivos, que o sofrimento deste tempo novo lhes dá. Já não estão enceguecidos pela mania vaidosa do exercício interior dos individualistas. São individualistamente caracterizados, e tão diferentes mesmo uns dos outros, mas nesse exercício exterior do individualismo, que deriva das tendências pessoais e das convicções. O que eu chamo depreciativamente de exercício ‘interior’ do individualismo, interior e menos profundo, era aquele em que vivíamos, nascido apenas da preliminar perniciosa de que era preciso ser diferente, já conseguia duvidar da torre de marfim, mas não passava duma derivação dela, e propunha abertamente o slogan ‘nada de grupo! nada de escolas!’, feito sapos que se quisessem elefantes, gorgolejando ‘eu sou eu!’… Vocês precisam amar o vosso grupo e não será invejar demais se me ponho antes de mais nada amando o grupo de vocês e refazendo nele o que eu nunca pude ter. Não é inveja, é saudade.”

Mário de Andrade escreveu a carta em 25 de setembro de 1944. Se você, como eu, saiu deste artigo com mais perguntas que respostas, fique tranquilo. A inteligência colaborativa apenas começou: e nada indica que ela irá se tornar o paradigma do conhecimento no século 21. Lembre-se que às vanguardas artísticas do século 20 seguiu-se a barbárie nazista; para cada onda de liberdade, uma ressaca de repressão… Caso queira uma iluminaçãozinha que seja, aqui vai uma, apoiada em lugar-comum: nada substitui o talento. Porém, também o talento não substitui o nada que circunda uma inteligência solitária. Isso é tão óbvio como dois e dois são cinco. Certo, Roberto.

fonte: http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/085/mente_aberta/conteudo_507773.shtml



{setembro 14, 2009}   Mini-curso de GIMP dia 1º de out

Participe do mini-curso gratuito de GIMP – Edição de Imagens e Fotografias, que ministrarei pela segunda vez no Fórum de Tecnologia em Software Livre que acontecerá em Porto Alegre às 14 horas do dia 1° de outubro na sede da SERPRO.

Conteúdo programático:

Formatos de documentos de imagem; Pixel; A interface do GIMP; Configuração de abas e janelas; Camadas; Opacidade para marca d’água; Edição de fotografias – nívies e cores; Ferramentas de cores: Como fazer máscaras para stencil no GIMP; Ferramentas para edição de fotografias; Pincéis; Ferramenta de texto; Importação de imagem; União de camadas; Filtros: Como fazer fractais no GIMP; Salvar imagem: Resolução e qualidade.

http://www.softwarelivre.serpro.gov.br/portoalegre/mini-cursos/gimp-edicao-de-imagens-e-fotografias

Espero que se divirtam!

Abrazzo

Alissa

Veja aqui o resultado do mini curso:

http://nucleoartedigitallivre.blogspot.com/



fonte: http://redesul.org.br/

Espaço para discussões e debates e também para troca de conhecimentos. Paralela aos fóruns sobre pontos de cultura do Encontro Regional, aconteceu a oficina de web, ministrada pela oficineira do Pontão de Cultura Digital Minuano, Alissa Gottfried. Durante dois dias do evento, cerca de vinte pessoas de diversos pontos de cultura se reuniram para aprender a tratar imagens em softwares livres, a utilizar ferramentas colaborativas, além de elaborar cartazes e cartões de visitas para seus projetos e pontos.

De acordo com Alissa, o foco da oficina é atender as dificuldades e necessidades individuais dos participantes. “ O primeiro dia não propus um cronograma para a oficina, pois queria ajudar os participantes a produzir ou estudar as ferramentas livres que estivessem precisando” declara a oficineira. Como um estímuloalissa à construção colaborativa de conhecimentos, Alissa também apresentou o blog Curso de Gráfico Livre onde ela está estruturando os conteúdos reunidos no decorrer das suas oficinas de gráfico e web.

Outra temática debatida na oficina foi a articulação do Movimento Feminino de Pesquisa, Produção e Multiplicação da Cultura Digital Popular Sul. As meninas que propuseram a criação do Movimento ainda elaboraram o blog de Cultura Digital Sul onde são postados assuntos relacionados à cultura digital. Interessadas em colaborar com os conteúdos do blog devem eviar sua matéria com foto em anexo por mail para: ecoaecoa.culturadigitalsul@blogger.com

PS. Sua mensagem é postada automaticamente através desse endereço acima.

CLique aqui para ver fotos da oficina no encontro

Por Fabiane Berlese
Jornalista Pontão Ganesha



Estão abaixo minhas consideração e ajuda para a avaliação produtiva do Minuano.

Qualquer questão sobre vamos conversando!


Considerações sobre pontos positivos e negativos do projeto desde o iniÍio até o fim e relato crítico para avaliação geral apartir do projeto Pontão Minuano aprovado pelo Minc no primeiro edital.


Por Alissa Gottfried


Pontos Positivos:


  • Produção de distribuição do Live CD com a distribuição Ubuntu e os 4 cursos do Minuano.

  • O contato com os pontos de cultura da região sul.

  • Atividades realizadas com a Casa Brasil de Porto Alegre, Quilombo do Sopapo, CMID Santa Maria, SERPRO, X Feira Estadual de Economia Solidária, Festa da Biodiversidade, Rede dos Pontos Teia, Sindicato dos Bancários, Rede ABRAÇO, Fórum de Segurança da zona noroeste, Conferência de Comunicação em Curitiba, Fórum dos Pontos em São Lourenço e no fisl 9.0, Oficina de Inclusão Digital, Fórum Social Mundial, Campus Party.

  • Empréstimos dos equipamentos para o Ponto Quilombo do Sopapo e outros.

  • A certificação de 120 pessoas no curso de gráfico (não sei numero dos outros cursos)

  • Transporte e diarias para os pontos de cultura para garantir a participação nos fóruns dos Pontos.

  • Reuniões de planejamento estratégico no inicio do projeto com a rede de projetos envolvidos.

  • Oficinas integradas ou não com outros projetos (ABRAÇO, Quilombo, Casa Brasil, …) para o público alvo, no Minuano, eventos e Pontos.

  • Participação de toda a equipe no Teia Nacional em Brasilia.


Pontos Negativos ou não proveitosos:


  • Não formação do conselho gestor e concretização das parcerias com projetos de interesse comum com o projeto.

  • Falta de metodologia da coordenação do projeto

  • Falta de planejamento e deliberações em equipe em eventos e atividades como Campus Party.

  • Muito pouca documentação jornalistica.

  • Muita energia disperdiçada pela equipe em críticas e biocotes e pouca ação direta e pró-ativa pelo grupo.

  • Falta de avaliações construidas pelo grupo, ASL, colaboradores e público alvo durante o processo do projeto e participação em eventos.

  • Demora da compra dos equipamentos e dos materiais para as oficinas.

  • Contratação de arte gráfica para evento apenas com software proprietário da melhor educanda e possível multiplicadora do curso de gráfico do Minuano (Durante o curso ela migrou para estudar e depois desse fato abandonou o Ubuntu e voltou a usar software proprietário).

  • Ausências da coordenação nas rodas do fórum dos pontos e organização do evento em Rio do Sul.

  • Instabilidade da equipe de educadores. (passaram 4 pessoas no curso de metareciclagem como educadores)

Relato Crítico:


Começando do início, sobre a construção da proposta de ação do projeto foram bastante positivas as reuniões iniciais de planejamento estratégico com um grupo preparado para formar um conselho gestor para o Minuano, as reuniões tiveram uma metodologia eficáz mas a atividade não foi concluida.


As reuniões pedagógicas também foram bem aproveitadas no inicio, o grupo conseguiu construir táticas de ação inteligentes, houveram documentações e a equipe estava unida ainda.


Vim colaborando com o trabalho da cultura digital desde 2007 como educadora popular então acompanhei mais de perto processo até o Minuano e talvés porisso me convidaram para assumir a educomunicação livre em arte gráfica. Pensei que não poderia assumir pois trabalhava em 2 projetos meus de arte e educação popular. Mesmo assim houveram pedidos da equipe que fosse eu ao invés da artista gráfica Silia Moan a educadora, mesmo eu não tendo experiência com arte gráfica em software livre. Então com a minha contratação pela ASL foi priorizada a educomunicação com linguagem popular ao invés do domínio em si das ferramentas livres e técnicas para arte gráfica.


A questão dos meus outros dois projetos foi negociada e consegui conciliar o 3 projetos por 3 meses, dediquei-me bastente auto-didaticamente, fui aprendendo e já construindo o curso para o Moodle. Me mantive em contato com pessoas referências na arte gráfica com software livre pela rede e nos eventos.


De fato posso dizer que vesti a camiseta do projeto desde o inicio até hoje, mesmo com altas opressões que me fizeram queres desistir principalmente do oficineiro de vídeo que gerou problemas absurdos de comunicação na equipe. Muito dos problemas internos surgiram assim mas até o meio do projeto quando houve uma quebra drástica na equipe de um lado os coordenadores tentando controlar tudo e todos e do outro as outras pessoas da equipe que se sentiam muito mal com isso. Minha postura nesse tempo todo foi de distanciamento das brigas e críticas pesadas e indiretas para conseguir trabalhar e me dedicar a causa e aos pontos de cultura.


Só assim consegui desenvolver um trabalho muito proveitoso para mim e para os pontos (segundo a avaliação de alguns pontos no encontro da cultura digital em Rio do Sul). Sempre estive trabalhando de boa vontade e propondo o trabalho em equipe. Até no Campus Party onde mesmo tendo pessoas ligadas a ASL organizando o evento não foi oferecido um espaço mínimo para desenvolvermos oficinas ou qualquer atividade. Lá no evento organizei 2 barcamps com desenvolvedores e expertes em arte gráfica em software livre além dos interessados, articulei meios para mim e outros colegas darem oficinas no espaço da Inclusão Digital onde realizei oficinas durante 4 dias do evento.


Quando o Minuano por problemas logísticos externos não conseguiu realizar as oficinas em Santa Catarina por causa das enchentes desenvolvi um projeto com o Ponto de Cultura Artestação que é uma escola de arte gráfica no Cassino em Rio Grande. A atividade proposta como um oficinão de arte gráfica e comunicação, áudio e metareciclagem teve a participação como oficineiro do líder do Laboratório de Mídias Sociais da Unicamp, o Bruno Neyra que trabalhou como metarecicleiro na atividade que durou 4 dias de oficinas integradas no Ponto com implementeação em software livre, uma mimosa feita com máquinas doadas pelo Sindbancários e apresentação das ferramentas livres com uma didática literária.


De todas as pessosa da equipe a única que trabalhou em equipe comigo foi o oficineiro de áudio Henrique Guntzel. Trabalhamos juntos também com o Josué Lopes da Rede ABRAÇO, efetivando a parceria do Minuano com a Rede ABRAÇO, no curso de Comunicação Comunitária com os participantes, inclusive a coordenadora do Fórum de Segurança da zona noroeste.


A principio esse curso teria apenas algumas oficinas que ficaram totalmente a critério dos educadores decidir como queriam desenvolver. Trabalhei com jornalismo comunitário e blog livre e o Henrique com oficinas sobre implementação de rádio-difusão e linguagem radiofônica. As oficinas se tornaram encontros frequentes uma ou duas vezes por semana no Minuano durante dois meses até a cobertura da Conferência Livre de Segurança, que aconteceu agora dia 23 de maio, onde concluo minhas atividades como educadora do Pontão Minuano.


Quis falar como colaboradora além de integrante da equipe já que vim participando da cultura digital também estive nos encontros estratégicos do Minuano.

Muito resumidamente é isso. Agora estou produzindo o portifólio dos produtos para também servir para a avaliação do Projeto.


Alissa Gottfried

Educadora Popular Digital

Ponto de Cultura Odomode/Pontinho de cultura Curiosa’Idade

alissa@softwarelivre.org

(51) 9100 4945



alissa Abaixo o link do curso-wiki de arte gráfica  migrado do ead de Minuano com PDF pra download:

http://ecoaecoa.wordpress.com/curso-de-graficolivre/

A wiki dele está aqui.

http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=Usu%C3%A1rio_alissagott

Partycipe da produção desse tutorial se apropriando das ferramentas livres citadas nele…

Continuamos a Escola Auto-didata linkando nossos blogs…

Programa inicial do curso:

http://ecoaecoa.wordpress.com/programa_oficina_grafico/

Abraço Sináptico

Alissa



Proposta desenvolvida em colaboração a distância por Alissa Gottfried Pontão Minuano e Fabio Belotte (Pontão da UFMG):

2) CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROJETO DE INTERCÂMBIO

2.1) Descrição da Experiência de Ação Cultural

Como proposta de parceria os pontões relacionam suas ações: ead e software livre com a cidade virtual cultural (cvc) documentando a ação educativa obtida através das experiências geradas no intercambio num novo site: cidadeslivres.org.

2.1.1) Nome da Experiência: Educação Urbana

2.1.2) Faça uma breve apresentação da Experiência de Ação Cultural.

(máximo de 10 linhas para os Pontos de Cultura A e B)

Através dessa parceria inicia-se uma ação que relaciona cursos ead de produção cultural com ferramentas livres como estímulo à apropriação de um ambiente virtual ligado a cartografia dos sentidos onde as produções e pesquisas das cidades são reunidas e difundidas. Dos conhecimentos acumulados por cada Pontão, teremos como foco para a troca, o processo de construção e desenvolvimento do ambiente virtual Cidade Virtual Cultural (CVC) com a metodologia de ead, educomunicação e produção cultural com ferramentas livres. O conhecimento gerado pela troca será testado num novo ambiente virtual que pensará as possilidades disponíveis em software livre e na web para desenvolver-se ações ligadas a educomunicação, cidadania e produção cultural querendo tornar os resultados replicáveis e web-educativos.

2.1.3) Qual o objetivo geral das experiências de Ação Cultural?

Ponto de Cultura A: Disponibilizar ferramentas de participação colaborativa e coletivas, fomentar redes de trocas e mapas próprios e coletivos, que potencializam uma reflexão colaborativa sobre a experiência urbana.

Ponto de Cultura B: Fazer uma parceria de projetos e apresentar a metodologia ead.

2.1.4) Quais os objetivos específicos das experiências de Ação Cultural?

Ponto de Cultura A: Apresentação de ambientes on line para disponibilização de conteúdos, potencialização de produções em plataformas livres, somar conhecimentos para programação de ambientes on-line além de fortalecer a rede de trocas de experiências.

Ponto de Cultura B: Construir um ambiente web-educativo documentando o aprendizado sobre a construção do ambiente web cvc e fazer uma animação sobre o ambiente ead.



Veja no link abaixo uma proposta legal para usuários de Software Livre.

A proposta é de ligar conteúdo à distribuição disponibilizadas às pessoas que queiram migrar para GNU/Linux, facilitando a adaptação dos novos usuários.

http://nq6.blogspot.com/



Estou ministrandono evento o curso:

GIMP – Edição de imagem e fotografias:

Cronograma:

Formatos de documentos de imagem; Pixel; A interface do Gimp; Configuração de abas e janelas; Camadas; Opacidade para marca d’água; Edição de fotografias – nívies e cores; Ferramentas de cores: Como fazer máscaras para stencil no gimp; Ferramentas para edição de fotografias; Pincéis; Ferramenta de texto; Importação de imagem; União de camadas; Filtros: Como fazer fractais no gimp; Salvar imagem: Resolução e qualidade.

Carga Horária:

3h

mais informações: https://www.pae.softwarelivre.serpro.gov.br/2008/convidados/alissa-gottfried



http://www.estudiolivre.org/repo/5421/5421_678-XadrezPsy.ogg



http://www.pixeltale.com/RenderOut.php



Títulos disponíveis:

RPG & GESTÃO DO CONHECIMENTO

RPG: UMA FERRAMENTA LÚDICA DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

Jogo de RPG no ensino e aprendizagem de narrativas não-lineares

O PAPEL DO RPG NO ENSINO DE FÍSICA

O DILEMA DO PRISIONEIRO

O JOGO RPG VISTO COMO UMA COMUNIDADE DE
APRENDIZAGEM

AVENTURAS NAS FLORESTAS TROPICAIS

O JOGO RPG DIGITAL E A EDUCAÇÃO:
POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO NO ENSINO
PRESENCIAL E NA EAD.


no link: http://ludico.kit.blog.br/download/



{setembro 30, 2008}   No Jardim da Política – Tom Zé

Ouça aqui o disco No Jardim da Política do Tom Zé

Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola! Posso te fazer
uma pergunta?
Claro, meu filho, qual é a pergunta?
O que é política, pai? – Bem, política envolve: Povo; Governo;
Poder econômico; Classe trabalhadora; Futuro do país.
- Não entendi. Dá para explicar?
- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo: Sou eu quem traz
dinheiro para casa, então eu sou o poder econômico. Sua mãe administra,
gasta o dinheiro, então ela é o governo. Como nós cuidamos das suas necessidades,
você é o povo. Seu irmãozinho é o futuro do país e a Zefinha, babá dele,
é a classe trabalhadora. Entendeu, filho?
- Mais ou menos, pai. Vou pensar.
Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho, o menino,
foi ver o que havia de errado. Descobriu que o irmãozinho tinha sujado a
fralda e estava todo emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e viu que
sua mãe estava num sono muito profundo.
Foi ao quarto da babá e viu, através da fechadura, o pai na
cama com ela. Como os dois nem percebiam as batidas que o menino dava na
porta, ele voltou para o quarto e dormiu. Na manhã seguinte, na hora do café,
ele falou para o pai:
- Pai, agora acho que entendi o que é política.
- Ótimo filho! Então me explica com suas palavras.
- Bom, pai, acho que é assim: Enquanto o poder econômico fode a
classe trabalhadora, o governo dorme profundamente.
O povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda!!!



O conceito da Felicidade Interna Bruta – FIB, nasceu em um pequeno país chamado Butão localizado nas encostas do Himalaia, entre a China, a Índia e o Tibet. A idéia está em demonstrar que o Produto Interno Bruto – PIB, não é o melhor indicador de crescimento e satisfação de uma nação.

O PIB mede o valor de toda a produção de bens e serviços finais de um país. É uma espécie de termômetro que indica “a febre” da produção. De forma que, quanto maior o valor do PIB maior é o nível de crescimento, envolvendo empresas nacionais e transnacionais.

No entanto, o rei do Butão insatisfeito com o materialismo do Produto Interno Bruto , criou em 1972 o conceito da FIB.

O modelo da Felicidade Interna Bruta – FIB, baseia-se no princípio de que o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade humana se dá quando o desenvolvimento espiritual e o material acontecem lado a lado, complementando e reforçando um ao outro.

Os princípios de sustentação da FIB são:

  1. Promoção do desenvolvimento sócio-econômico sustentável e igualitário;

  2. Preservação e promoção dos valores culturais;

  3. Conservação do Meio Ambiente natural;

  4. Estabelecimento da Boa Governança.

Em meio ao simples desejo de ficar sorrindo à toa, sorrir pra qualquer pessoa….(música intepretada por Luciana Mello), é que o Butão tem muito a nos ensinar se o nosso desejo for o de construir um país onde todos, ao menos a maioria, sejam felizes.

mais informações link arte aqui:

http://economiaparapoetas.wordpress.com/2008/03/12/felicidade-interna-bruta-fib/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Felicidade_Interna_Bruta



http://video.discoverybrasil.com/services/player/bcpid1753218477?bctid=1753200785



{setembro 11, 2008}   Galeria Urbana Banksy


{setembro 10, 2008}   Software da tv interativa no Brasil

Ginga é a camada de software intermediário (middleware) que permite o desenvolvimento de aplicações interativas para a TV Digital de forma independente da plataforma de hardware dos fabricantes de terminais de acesso (set-top boxes). Resultado de anos de pesquisas lideradas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ginga reúne um conjunto de tecnologias e inovações brasileiras que o tornam a especificação de middleware mais avançada e, ao mesmo tempo, mais adequada à realidade do país. O Middleware Ginga pode ser dividido em dois subsistemas principais, que permitem o desenvolvimento de aplicações seguindo dois paradigmas de programação diferentes. Dependendo das funcionalidades requeridas no projeto de cada aplicação, um paradigma possuirá uma melhor adequação que o outro.





{setembro 9, 2008}   Blogs anarcas

http://republicadefiume.blogspot.com/

http://muralpublicopoa.blogspot.com/



http://br.youtube.com/watch?v=nLjJfhHQ8XI&feature=related



{setembro 9, 2008}   Super Biblioteca livre

http://www.4shared.com/account/dir/1961667/662aacad/Livros.html



http://www.arede.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1469&Itemid=99



www.linuxvswindows.com.br/downloadrevista03.html



{setembro 9, 2008}   convertor de texto em áudio:

http://downloads.uol.com.br/linux/utilitarios/verbose_text_to_speech_converter.jhtm



* Possibilitar a apropriação da tecnologia e o desenvolvimento das pessoas nos mais diferentes aspectos;

* Estimular a geração de emprego e renda;

* Promover a melhoria da qualidade de vida das famílias;

* Proporcionar maior liberdade social;

* Incentivar a construção e manutenção de uma sociedade ativa, culta e empreendedora.

fonte: http://www.identidadedigital.ba.gov.br/inclusaodigital.php?pgid=1



http://www.casabrasil.gov.br/oficinas/files/OficinaArteDigital-ManualParticipante.pdf



{setembro 6, 2008}   Sobre o Moodle

http://docs.moodle.org/pt_br/Sobre_o_Moodle



http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/LGM



http://jedi.wv.com.br/

http://www.4linux.com.br/

http://www.hackerteen.com/pt-br/cursos



et cetera
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