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O ciclo de desenvolvimento de Apps e Games para iOS melhorou um bocado. Os custos abaixaram um pouco e o tempo de desenvolvimento também. Entretanto, um projeto para entrar na App Store passa por um bom crivo, ainda não é algo exatamente simples e barato, o pente fino é fino mesmo e a regra de controle não alivia para ninguém. Mas, às vezes…

 

Essa história fala sobre um stunt digno de nota dentro da Apple Store e os créditos (ou débitos) vão para os caboclos da Molleindustria, uma house Italiana que desenvolve games a partir de uma ideologia, digamos, curiosa e – como poderão ver – bem cascuda.

A filosofia dessa turma é assinada por uma mensagem que expressa claramente a meta por trás dos games que desenvolvem: “Jogos radicais contra a ditadura do entretenimento”. Ou simplesmente, se você preferir, “nós amamos easter eggs”.

Infelizmente, não deu para baixar o Phone Story para iOS, embora ele já esteja disponível para Android também. A peça foi arrancada às pressas da App Store apenas sete horas após ter sido aprovada, quando alguém notaria que a besteira já estava feita. E como diria um cumpadre, enquanto tapavam o buraco no casco, o DiCaprio já estava pegando a Rose.

O game é uma descarada anti-apologia ao iPhone, cujo enredo parte de nada mais nada menos que os suicídios envolvendo a FoxConn. É “um game educacional sobre o lado negro do seu smartphone preferido!”. Ouch!

As historietas do game se baseiam nas seguintes missões:

Coltan Mining – onde você deve obrigar mineradores a continuarem trabalhando com a ajuda de guardas armados;

 

Coltan

 

Suicides – sua missão é salvar quantos funcionários suicidas da FoxConn você puder,  à medida que eles vão saltando para a morte das janelas da fábrica;

Suicides

Obsolescence – sua meta é colocar o máximo de clientes enlouquecidos da Apple para dentro da loja no momento de mais um lançamento; e o

Obscolescence

eWaste – o objetivo é passar aos operários a maior quantidade de componentes eletrônicos para o descarte, em um ambiente altamente periculoso.

Ewaste

Em uma lujinha tão pouco conhecida quanto a App Store, sete horas podem significar um bocado de downloads. De qualquer forma, o aplicativo para Android, a página dedicada do game na rede e as inúmeras inserções na mídia renderam com certeza o êxito desejado com a missão canibal, suicida e também de protesto dos desenvolvedores.

Nas entre-linhas, subjaz um tipo de impacto duplamente embaraçoso para a Apple. Ao remover rapidamente o aplicativo da sua loja, ela já foi imediatamente re-taxada como controladora, censuradora e o diabo a quatro.

Se o deixasse por lá seria pior ainda, pois ela anuiria com o conteúdo do game em si, que explora todos aqueles assuntos que a Apple gastou imensas quantidades de energia em repelir.

Ou seja, duplo touché. Que maldade.

fonte:

http://meiobit.com/91577/phone-story-e-banido-da-app-store-em-apenas-7-horas-disponivel-para-android/

 

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