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Curso de Produção Literária continuado

Este curso é um projeto de Educação Popular a ser vivenciado com crianças e jovens em várias periferias propondo um meio de comunicação entre elas por meio de produções gráficas usando software livre apartir das histórias escritas como um jogo de RPG.

O Jogo chama-se Comunativo e sua trama é a maquete e a mimosa que construimos com materias reciclados

C. JUSTIFICATIVA/ OBJETIVOS
Justificativa:

“Precisamos propiciar condições para que os educandos sociais ensaiem a experiência profunda de assumir-se em suas relações uns com os outros;  assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos…”*

Tendo para isso, o jogo como recurso – a brincadeira literária de se expressar interagindo e pensar-se presente na criação coletiva de histórias em comunidade.

Pela busca de estimular a leitura do mundo e a luta contra a condição de apenas seres-objetos, o que drasticamente impede a formação do sujeito-cidadão o Jogo proposto é baseado no jogo de interpretação de personagens (RPG)** presente na oficina como suporte para a construção coletiva de histórias elaboradas na interação dos personagens num meio real comunitário e ao mesmo tempo criado pelos oficinandos atuadores que acabam encontrando-se como arte-empreendedores da sua comunidade.

“Afinal há uma pedagogicidade indiscutível na materialidade do espaço.”

——-

    * FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo, Paz e Terra, 2001

    ** RPG é uma sigla em inglês que quer dizer “Role-Playing Game”, Jogo de Interpretação de Personagens. Na verdade não se trata de um jogo, pois não há vencedores ou perdedores em um RPG, mas sim de uma forma de literatura interativa, em que a história é construída por todos os participantes. Em uma sessão de RPG, os “jogadores” recebem ou criam personagens cujas ações na história são decididas por eles.  Mais Informações na disertação de mestrado de Carlos Klimic sobre esse assunto publicada no site:  (http://www.historias.interativas.nom.br/educ/)

  • ANEXO II

D. METODOLOGIA:
Numa oficina de 8 meses as atividades estão subdividadas nas seguintes etapas:

Primeira etapa (mês de abril):

Apresentação comunitária:

Através de uma impressão do mapa da comunidade o grupo apresenta-se localizando seu endereço no mapa apresentando os lugares da comunidade que cosntuma frequentar. Depois fazemos uma roteiro de percurso no mapa passando por esses lugares localizados no mapa que serão fotografados numa saída do grupo todo com a oficineira acompanhados de um colaborador morador da comunidade e/ou pai de algum oficinado.

As fotos serão impressas e apresentadas em uma exposição feita para o grupo onde serão cometadas pelos fotografos.

Segunda etapa (mês de maio):

Construção da Maquete:

A maquete é feita com uma base resistente, isopor, madeira ou papelão reciclado, o chão do território forrado com folhas de papel o quanto maiores podendo reutilizar cartazes para isso onde será desenhado as quadras, terrenos, rios, corregos, ruas, etc. A construções são feitas com caixas, garrafas recortadas e coladas com fita crepe no suporte de papel. A dimensão da maquete é dada pelo grupo, quanto mais participantes maior deve ser o território expresso pela maquete.

Terceira etapa (primeira semana de junho):

Criação do personagem:

Num primeiro momento as crianças não percebem que o que elas  controem na maquete é propriedade delas e porisso são responsáveis pelo uso dessas contruções (casas, prédios, hospitais, escolas, praças, campos de futebol, etc). Isso por um lado já pré descreve algumas caracteristicas do persogem representado por cada criança, por outro lado liga um personagem ao outro, tanto atrvés dos empreendimentos como espaços públicos e eventos propostos no jogo. Assim a criança além de descrever as funções e habilidades do personagem também representa-o graficamente numa folha A4 que entra no cenário após ser colada como um cilindro. O personagem desenhado surge como um “peão” no jogo, tendo mobilidade para percorrer o cenário conforme as circunstâncias surgidas nas histórias.

Quarta etapa (mês de junho e julho e primeira semana de agosto):

Produções literárias:

Antes de iniciarmos as histórias que surgem na interação dos personagens na implantação das funções e habilidades dos personagens uns com os outros no cenário definido pela construção da maquete é aplicada uma dinâmica para que encontremos o elemento unificador que desencadeia a trama da história. Essa dinâmica se chama Poema-trama e funciona da seguinte forma: Cada integrante numa roda fala uma palavra por vez, tendo ou não relação com a anterior mas que terá necessáriamente que ser ligada por um termo de ligação. Quando já tiverem sido ditas palavras suficientes comcluimos e o grupo pensa juntos um nome para o poema. Este poema servirá como inspiração no enredo da história que será narrada pelo oficinandos e redigida pela oficineira que orienta o desenvolvimento e fechamento da história durante a criação coletiva.

O jogo pode ser continuado com novas histórias tipo episódios ou continuadas como capítulos.

Quinta etapa (mês de agosto):

Ilustrações:

Algumas histórias serão ilustradas tipo histórias em quadrinhos, conforme o desenvolvimento do grupo essa etapa pode ser mais ou menos trabalhada, já que o enfoque da oficina a produção literária. Mas ao menos alguns desenhos serão produzidos no termino de cada história.

Sexta etapa (setembro e outubro):

Produção do livro:

A produção-publicação será feita também pelo grupo (encadernação costurada, produção de capas e projeto de diagramação). Menos a digitação e impressão que dependem de recursos ficam a cargo da oficineira

Passo a passo primeiro fazemos em grupo o projeto de diagramação organizando as histórias e as ilustrações em cada página.

Depois digitar, imprimir e xerocar que são funções da oficineira podem vir a ser feitas com a colaboração do grupo conforme os recursos disponíveis na instituição sede da oficina.

A próxima etapa é  produzir as capas que podem ser feitas com materiais recicláveis, cartazes e folhas coloridas, colagens de revistas, desenhos ou pinturas.

A última etapa da produção é costurar as páginas à capa e o livro está pronto.

A produção é  destribuida com metas por exemplo cada oficinado faz 3 ou 5 capas que serão a sua produção mínima podendo vir a ser vendida por ele.

Sétima etapa (novembro):

Divulgação do livro:

Para divulgar o livro produzimos cartazes com os restos de materiais usados durante toda a oficina que serão colados na sede da oficina, nas escolas dos oficinandos e pela comunidade.

Se tivermos acesso à internet podemos terminar a oficina com a produção de um blog divulgando o livro na internet com email para contato com o grupo de escritores da comunidade.

  • ANEXO III

E. DESENVOLVIMENTO
1. Reconhecimento, localização e ocupação territorial:

Iniciamos voltando a visão para o local em que se esta presente, suas características geograficas e culturais assim como o próprio endereço e espaços frequentados, atravéz de um mapa do bairro e fotografias feitas pelo grupo durante a saida a campo pelas ruas da comunidade acompanhadas pelo oficineiro e possíveis colaboradores moradores do bairro. Nessa primeira fase fazemos o reconhecimento do território teatralizado da comunidade em forma de jogo literário.

2. Maquete da comunidade:

A maquete é a segunda fase da oficina quando construimos o nosso cenário, utilizando lixo seco como matéria prima (caixas e garrafas limpas). A maquete serve como tabuleiro do jogo literário e representa a comunidade não só real mais também passível a idealizações feitas pelo grupo.

3. Criação dos personagens:

Depois de construida a maquete cada participante cria seu personagem desenhando-o numa folha A4. A folha do desenho é colada em forma de cilindro e entra no jogo como um “peão” no tabuleiro.

4. Elaboração da história:

Antes de começar a construção coletiva da história (jogo) aplica-se a dinâmica Poema-Trama. Se trata de um poema (Dada) feito com palavras pensadas pelos participantes. Cada palavra dita é ligada à próxima por um termo de ligação. Um poema forma-se então como inspiração para criarmos a trama da história.

Depois de encontrada a circustância da trama que possibilita a interação de todos os personagens na comunidade a história é construida com princípio meio e fim.

O jogo continua mas a cada dia de oficina então uma nova história com inicio meio e fim é construida podendo continuar a história anterior o que não é necessário.

5. História em quadrinhos:

Depois de feita a história elaboramos um projeto da história em quadrinhos. Para que ao menos uma história seja desenhada o que depois entra como ilustrações no livro.

6. Produção do Livro

Depois de produzidas no jogo em torno de 10 histórias, iniciamos o projeto de “publicação” em um livro com todas as histórias ilustradas com alguns desenhos e fotos.

7. Divulgação:

No último mês de oficina produzimos cartazes e fazemos a divulgação do livro na comunidade (escolas, local que sediou a oficina, etc.) e se tivermos acesso a internet produzimos um blog divulgando o livro com algumas histórias e imagens com um email do grupo autor do livro para contato, inclusive sobre a venda do livro.

F. OBJETIVOS:
Objetivos específicos:Produções literárias e artisticas coletivas publicadas em um livro e geração de renda para os oficinandos com a venda do livro.

Objetivos Gerais:

Valorização da identidade comunitária, da participação socio-cultural e insentivo à expressão artistica e a projetos arte-empreendedores como geração de renda.

G. PÚBLICO ALVO:
A  oficina é voltada para o público jovem de periferia. Pode ser trabalhada tanto com crianças de 07 a 14 como com jovens de 15 a 20 anos. Com um número mínimo de 5 participantes e máximo de 15 oficinandos por encontro.
H. RECURSOS NECESSÁRIOS:
Os gastos com materiais são quase nulos já que usamos materiais recicláveis como folhas A4, caixas, garrafas pets, etc. Além desses materiais será necessário apenas pincéis atômicos coloridos e canetinhas. O principal gasto da oficina será o das impressões e cópias xerox (algumas coloridas mas a maior parte em p&b) para a publicação de 100 livros ao menos e algumas fotos no inicio da oficina.
I. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
A renda que for geranda com a venda dos livros produzidos e vendidos pelos oficinados  serve como incentivo ao arte-empreendedorismo proposto como alternativa de geração de renda. Isso pensado de forma que o trabalho não impeça o desenvolvimento cultural dos jovens e crianças da periferia, mas que pelo contrário, amplie as possibilidades de inserção social desses jovens cidadãos.
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