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Festival das Resistências e Arrastão Latino Americano de Rádios Livres
Por MOVIMENTO POPULAR E RÁDIOS LIVRES 16/03/2010 às 02:26

Aconteceu neste sábado, dia 13/3/2010, na Cidade do México, o Festival das Resistências, em que 12 bandas e músicos ajudaram a reunir 10 mil e 400 pessoas contra a criminalização dos movimentos sociais e para fortalecer e dar visibilidade a 9 movimentos indígenas, camponeses e de trabalhadores: o Consejo Autónomo Regional de la Zona Costa de Chiapas, Consejo de Ejidos y Comunidades Opositores a la Presa La Parota, Consejo Indígena Popular de Oaxaca Ricardo Flores Magón, Coordinadora Regional de Autoridades Comunitarias – Policía Comunitaria, Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra de San Salvador Atenco, Frente Popular Francisco Villa Independiente – UNOPPI, Radio Ñomndaa, SME, e as Viudas de Pasta de Conchos.

Ao mesmo tempo, rádios livres e comunitárias de pelo menos quatro países (México, Colômbia, Brasil e Argentina) interligaram suas programações ao Festival e entre si, trocando conteúdos e retransmitindo pela internet e em ondas eletromagnéticas. No Brasil o “arrastão” contou com a rádio livre da Universidade Federal de São Carlos (SP) e, no Rio de Janeiro, a rádio Porto Área que, em sua primeira transmissão teste neste sábado, não apenas participou do Festival como realizou um encontro com rádio livreiros de vários coletivos, visando rearticular o rizoma de rádios livres na região e propor ações para o Fórum Social Urbano. No mesmo espaço houve também uma reunião do rizoma Flor da Palavra, de inspiração zapatista, que atua no sentido de facilitar a comunicação e a solidariedade entre os movimentos sociais e também com outros grupos, especialmente os de “abajo”.

Sítio do Festival: Jovens em Resistência Alternativa

“Arrastões” já realizados no Brasil: (2006) Rede Arrastão de Rádios – Pequeno relato | (2006) Arrastão de rádios livres – nesse fim de semana | (2006) Rizoma internacional de rádios livres entra em ação neste sábado | (2006) Rádio Arrastão, agora, aqui, em qualquer rádio (ou computador ligado a internet) | (2005) Programação de domingo da Rede Arrastão | (2005) Programação de sábado da Rede Arrastão

fonte: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2010/03/467341.shtml

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Que cultura queremos?

Entendemos a cultura não apenas como a forma de expressão das relações e sentimentos humanos, mas também como um poderoso instrumento político. O controle de sua produção e do acesso a ela é elemento essencial para manter a dominação dos povos e a concentração de poder. A cultura restrita e limitada pela lógica mercantil entope de resignação as veias pelas quais corre a criatividade humana e bloqueia as possibilidades de produção diversa e abrangente que o desenvolvimento cultural livre exige. A cultura genuinamente livre depende de autonomia, acesso universal e livre manifestação. Não pode ser determinada por direcionamentos e restrições mercantis, e deve garantir a sobrevivência justa e solidária do autor.

Mas, justamente por suas características políticas e sociais, não basta que apenas o produto cultural tenha essas características. É necessário que todo o processo de criação e difusão seja livre, garantindo aos sujeitos sociais condições suficientes para criarem e acessarem todos os bens culturais. A cultura livre é, portanto, um passo na construção de uma sociedade livre.

Assim, não podemos confundir. Reivindicamos uma cultura que não seja apenas gratuita, mas sim genuinamente livre. Livre das amarras do mercado, das imposições do Estado, das limitações econômicas e dos interesses corporativos. Não queremos uma produção cultural que sirva aos ‘novos modelos de negócios’, nos quais as liberdades de acesso aos bens são mantidas mas o circuito de produção mercantil se recompõe. A cultura livre deve, por um lado, garantir a diversidade sem se submeter à lógica da indústria cultural e, por outro, garantir o acesso livre, gratuito e não mercantil aos bens culturais.

Ao mesmo tempo, é essencial pensar a sustentabilidade e a construção dos criador@s livres dessa cultura, mesmo dentro dos limites do atual sistema econômico. Precisamos, para começar, combater o jabá e pensar um mercado baseado nos verdadeiros princípios da economia solidária, buscando a autogestão e a diversificação do acesso da massa às culturas de qualidade.

Devemos questionar os modelos de publicidade e das concessões dos meios de comunicação, que acabam produzindo falsos desejos e uma cultura artificial, beneficiando apenas os artistas que se submetem à lógica da indústria. Sem sujeitos que buscam a emancipação não há pensamento crítico suficiente para romper com as imposições da indústria cultural.

Por isso, precisamos fortalecer um movimento de cultura livre que seja contra esse atual modelo, que seja autônomo, genuíno e intimamente ligado às questões políticas e às relações sociais e humanas. Queremos uma cultura livre que seja, também, conhecimento livre. Ela deve incorporar a luta pela livre determinação dos povos originários, de suas culturas e costumes. Deve brigar pelo fim das patentes, pelo acesso universal à saúde e à educação. Pela produção saudável e racional de sementes, plantas e alimentos. A cultura livre é um bem comum e deve fazer parte do processo de construção do bem viver, que tem como princípio fundamental o zelo a todo o tipo de vida.

A hora é agora

Vivemos um momento de definição do que é o acesso e a produção da cultura. As novas tecnologias, por terem a capacidade de ampliar as possibilidades de democratização da comunicação, da cultura e do conhecimento, passam por um processo de institucionalização e cercamento legal que, ao contrário, podem servir como mecanismos de vigilância e controle. As leis internacionais e nacionais que regulamentam o tráfego de informações são cada vez mais rígidas e engessam, por sua vez, as possibilidades criativas dos seres humanos, com objetivos claros de controlar as mentes das massas. Assim, é urgente nossa manifestação.

Sob essa perspectiva, convocamos organizações, coletivos e indivíduos para discutir o projeto da cultura livre que queremos no Diálogo Interplanetário de Cultura Livre, que acontecerá durante o Fórum Social Grande Porto Alegre 10 anos, na cidade de Canoas, entre os dias 25 e 29 de janeiro de 2010.

Queremos dar início à construção internacional de um espaço autônomo para a discussão de uma cultura contestátoria, que abarque aqueles em busca da emancipação e da liberdade na produção cultural e que tenha vistas a um Fórum Internacional de Cultura Livre, no segundo semestre de 2010.

O Diálogo Interplanetário de Cultura Livre já conta com articulações em países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Brasil e está aberto a tod@s que quiserem contribuir. Será um espaço autogestionado de debates e produção cultural, com feiras de livros, shows de música independente, debates sobre a propriedade intelectual, produção cultural, transmissões de rádios e Tvs comunitárias, oficinas de software livre e muito mais – ou o que aparecer.

fonte:

http://www.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=2149&Itemid=149

Relato do meu amigo Rodrigo no site do partido pirata:

http://www.partidopirata.org/node/272

Fotos



O autor Richard Barbrook, em parceria com des).(centro e editora peirópolis, lança seu primeiro trabalho literário no Brasil. Futuros Imaginários demonstra como a política influenciou a forma pela qual a Internet é controlada atualmente e faz um chamado a todos que estão ciber-conectados a usar spanesta poderosa ferramenta para apropriar-se de políticas revolucionárias, e criar um futuro mais positivo. Dr. Richard Barbrook investiga os primórdios da Internet, e começa por um ponto central que foi a Feira Mundial de Nova York em 1964, no que, de acordo com os críticos é a melhor pesquisa e mais original avaliação da cibertecnologia entre todos os trabalhos contemporâneos. Ele demonstra como os líderes dos negócios e os líderes ideológicos aplicaram uma visão cuidadosamente orquestrada de um futuro imaginário, no qual os robôs lavariam as louças, iriam trabalhar e pensariam por nós. Com os Estados Unidos na vanguarda destas promessas, Barbrook mostra como forças ideológicas juntaram-se para desenvolver novas tecnologias da informação durante a era da Guerra Fria e como o que foi criado moldou historicamente a Internet moderna, com consequências políticas intencionadas. site do projeto

http://futurosimaginarios.midiatatica.info/futuros_imaginarios.pdf

http://futurosimaginarios.midiatatica.info/CAPA_FUTUROS_FINAL.pdf

http://futurosimaginarios.midiatatica.info





http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/LGM



et cetera